- Ted Sarandos defende a aquisição da Warner Bros Discovery pela Netflix, avaliada em $82,7 bilhões, dizendo que trará crescimento à indústria e que a oferta da Paramount Skydance cortaria o negócio em $6 bilhões.
- A Netflix mira o estúdio e a entidade de distribuição, com o restante da empresa a ser desmembrado. A Paramount busca comprar a companhia inteira, incluindo redes de TV.
- O grupo concorrente Paramount teve até o fim de segunda para apresentar a melhor oferta final para competir com a Netflix.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que a Netflix retire Susan Rice do conselho; a empresa afirmou que se trata de negócio, não político.
- Sarandos ressaltou a participação britânica no conteúdo da Netflix, com cinquenta e nove produções em andamento no Reino Unido e disse que a empresa apoia criadores locais, citando títulos como Baby Reindeer e Adolescence.
Netflix pediu defesa firme de seu acordo de aquisição de ativos da Warner Bros Discovery, avaliado em cerca de 82,7 bilhões de dólares. A empresa reitera que a operação pode gerar crescimento para o setor, diante de uma possível proposta concorrente da Paramount Skydance. O debate ocorre no contexto da indústria de streaming e de um cenário de fusões.
A rede liderada por Ted Sarandos sustenta que a compra envolve um estúdio de cinema e uma distribuidora, ativos ausentes no portfólio da Netflix. A empresa aponta que uma aposta da Paramount, com corte de 6 bilhões de dólares no negócio, seria prejudicial ao setor, segundo a visão defendida pela própria Netflix.
Além disso, Sarandos indicou que a negociação é estritamente empresarial, não política, em resposta a intervenções públicas de figuras como Donald Trump, que pressionaram Netflix a afastar uma integrante de seu conselho.
Contexto do negócio
Paramount e Skydance intensificaram esforços para apresentar uma oferta rival, com prazo até o fim desta segunda-feira para apresentar a melhor proposta. A Paramount busca adquirir a totalidade da Warner Bros Discovery, incluindo redes de televisão, enquanto a Netflix foca apenas no estúdio e nas plataformas de streaming.
A Netflix sustenta que a transação com WBD fortalece o ecossistema de produção e distribuição, além de manter o investimento criativo em mercados internacionais, especialmente no Reino Unido. A empresa afirma que seus times no país são majoritariamente britânicos e que o portfólio local continua a crescer.
Contribuição à indústria britânica
Sarandos defendeu a presença de Netflix no Reino Unido, destacando 59 produções em andamento no país. Segundo ele, apenas cerca de 17 projetos não são britânicos. O executivo citou títulos recentes para ilustrar o apoio à narrativa local e à diversidade de temas, afirmando que a Netflix pode oferecer oportunidades únicas para dramaturgia britânica.
A discussão sobre o impacto regulatório do acordo segue sob escrutínio de políticos britânicos, que solicitaram uma avaliação de concorrência para entender as consequências para o setor criativo do país.
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