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Pecadores: o que são as juke joints, cenário do filme indicado ao Oscar

Pecadores destaca as juke joints, bares de blues históricos que sustentaram a vida musical negra no delta do Mississippi e moldaram o gênero

Imagem de dois homens usando terno e chapéu.
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  • Pecadores, já disponível no HBO Max, recebe 16 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção a Ryan Coogler e Melhor Elenco, além de Melhor Ator para Michael B. Jordan.
  • O filme celebra o blues e sua história, destacando as juke joints como refúgios de agricultores negros na foz do Rio Mississippi.
  • Three Forks, Glennwood, Mississippi: ligação ao mito de Robert Johnson e ao “clube dos 27”, com morte em 1938 e versão que envolve veneno.
  • Club Ebony, Indianola, Mississippi: trajetória de B. B. King, que ajudou a transformar o local, comprando e reformando-o em 2008.
  • Blue Front Cafe, Bentonia, Mississippi: afirma ser a juke joint mais antiga ainda em operação; abriu espaço para a Escola de Bentonia de tocar violão.
  • Gip’s Place, Cleveland, Mississippi: jam sessions no quintal de Gip Gipson desde 1952, realizadas até 2021, quando ele faleceu; a casa chegou a ser alvo de tentativa de fechamento pela polícia em 2013.
  • Dockery Farms, Bessemer, Alabama: latifúndio que acolhia 35 mil agricultores negros nos anos 1920; Charley Patton surgiu ali e recebeu visitas de Howlin’ Wolf e John Lee Hooker para aprender com ele.

Pecadores está disponível no HBO Max e é o filme com mais indicações ao Oscar neste ano. São 16 nomeações, superando recordes anteriores. Entre elas estão Melhor Filme, Direção para Ryan Coogler e Melhor Elenco, com Michael B. Jordan atuando como os gêmeos Smoke e Stack, que abrem uma juke joint.

A obra celebra o blues e suas raízes, ressaltando as juke joints como espaços de música ao vivo que funcionavam como refúgio para agricultores negros na foz do Mississippi. O filme destaca a importância histórica dessas casas, ligadas à trajetória do gênero.

A seguir, apresentamos cinco juke joints emblemáticas na história do blues, contextualizadas pela narrativa do filme e pela memória musical da região.

Three Forks, Glidewood, Mississippi

Relatos apontam que Robert Johnson fundou o clube dos 27 após uma morte trágica em 1938, associada a um possível veneno na bebida. A lenda popular envolve a vida do músico e a relação com o Three Forks.

Club Ebony, Indianola, Mississippi

B B King cresceu na região e frequentava a estalagem de John Jones, onde os meeiros pagavam apenas no sábado. Após várias mudanças, King adquiriu e reformou o Clube Ebony em 2008, consolidando o espaço na história local.

Blue Front Cafe, Bentonia, Mississippi

Considerado pela tradição como a mais antiga juke joint em funcionamento. Em 2021, a banda Black Keys gravou no local o clipe de Crawling King Snake, blues de origem incerta. A casa ganhou reconhecimento pela escola de Bentonia.

Gip’s Place, Cleveland, Mississippi

Gip Gipson abriu as jam sessions em seu quintal em 1952, mantendo o encontro semanal até sua morte, em 2021, aos 99 anos. A varanda tornou-se bar tradicional, recebendo músicos como Chuck Berry e Keith Richards.

Dockery Farms, Bessemer, Alabama

Antiga fazenda com cerca de 35 mil agricultores negros nos anos 1920. Charley Patton despontou ali como ícone do blues, com Howlin’ Wolf e John Lee Hooker tendo visitas relevantes para aprendizado. O espaço figura como marco na história do gênero.

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