- A mostra de Lee Ufan no San Marco Art Centre é uma das 31 atividades oficiais colaterais da Bienal de Veneza 2026 (9 de maio a 22 de novembro).
- A curadoria é de Jessica Morgan, diretora da Dia Art Foundation, e a retrospectiva percorre sete décadas da carreira do artista, ligado ao movimento Mono-ha.
- A exposição apresenta a trajetória desde o final dos anos sessenta até os dias atuais, incluindo séries como From Line, Wind e Correspondance, além de pinturas com gestos amplos.
- Destaques incluem a escultura Relatum (antiga Iron Field), de 1969/2019, e o percurso Mirror Road, feito de placas de aço polido que parecem caminhar sobre a água.
- Paralelamente, a Dia Beacon, em Nova Iorque, estreia exibição com oito pinturas doadas pelo artista, em diálogo com a sculpture; a programação celebra o 90º aniversário de Ufan.
A retrospectiva de Lee Ufan abrirá no San Marco Art Centre como uma das 31 atividades colaterais da Bienal de Veneza, nesse ano de 2026. A mostra celebra sete décadas de carreira do artista sul-coreano, referência do movimento Mono-ha japonês. O evento ocorre entre 9 de maio e 22 de novembro.
Curadoria fica a cargo de Jessica Morgan, diretora da Dia Art Foundation, com foco em revelar a trajetória de Lee desde o final dos anos 1960 até a produção contemporânea. A curadora pretende conduzir o visitante por séries de pintura e esculturas, em uma leitura conceitual do percurso do artista.
A exposição destacará séries como From Line, Wind e Correspondance, além de obras escultóricas importantes. Entre elas, Relatum, anteriormente chamado Iron Field, de 1969/2019, parte da coleção Dia. O conjunto utiliza rochas, areia e bastões de metal para criar paisagens industriais.
Outra peça central permite percorrer Mirror Road, um caminho de placas de aço polidas que dá a impressão de andar sobre a água. A curadora ressalta a experiência sensorial e a construção de profundidade na tela por meio de gestos de grande escala.
Paralelamente, no Dia Beacon, em upstate New York, será inaugurada uma mostra de pinturas e esculturas de Lee, incluindo oito obras doadas ao acervo pela própria artista. A curadoria pretende dialogar as pinturas com a escultura, destacando o período entre os anos 1960 e 1980.
Morgan aponta que Lee transita com fluidez entre pintura, escultura e instalação, mantendo uma linha de experimentação constante. A curadora ressalta a relação entre as diferentes mídias como parte da prática do artista.
Outras atividades colaterais
Entre as principais apresentações, destacam-se propostas da Escócia e do País de Gales, com artistas que representam cada região em Veneza. Davide Bugarin e Angel Cohn Castle assinam a representação da Escócia; Manon Awst e Dylan Huw, do País de Gales.
Nabatele, instalação externa de Anna Kamyshan, é uma embarcação de culto judaico flotando sobre um rochedo na laguna de Veneza, financiada por Leonard Blavatnik. Já a Fundação Victor Pinchuk reestreia plataforma com a mostra Still Joy — from Ukraine into the World, no Palazzo Contarini-Polignac.
Outra programação aborda Gaza, com Gaza, No Words, See the Exhibit no Palazzo Mora, organizada pelo Palestine Museum US. Parasol Unit retorna a Veneza com uma mostra coletiva de 11 mulheres da Europa Central e Oriental, incluindo Huma Bhabha.
O conjunto de projetos Multimídia inclui If All Time Is Eternally Present, com projeções de vídeo no Palazzo Nervi Scattolin. Entre as obras, 2 Lizards (2020) de Meriem Bennani e Orian Barki; a curadoria envolve Tai Shani e Kandis Williams.
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