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Hamlet, Sonhos que Virão: teatro de qualidade com toque de cinema

Site-specific em cinema no Copan transforma Hamlet em experiência híbrida entre palco e espaço em ruínas, antecipando a inauguração do Nu Cine Copan para 2027

‘Hamlet, Sonhos que Virão’ é teatro dos bons, cercado de cinema
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  • Um cinema em obras no Edifício Copan, no centro de São Paulo, abriga a peça Hamlet, Sonhos que Virão, na versão do diretor Rafael Gomes.
  • O projeto usa o conceito site-specific, aproveitando a reforma do Nu Cine Copan, previsto para 2027 em parceria entre Nubank e Viva do Brasil.
  • O espaço recebe 350 cadeiras na área antes destinada à tela; originalmente seriam 1.200 lugares, e após a revitalização ficarão 442 lugares.
  • Gabriel Leone interpreta Hamlet; a montagem mescla teatro e recursos cinematográficos, com iluminação de Wagner Antônio e encaixes próximos ao público.
  • O espetáculo mantém fidelidade ao original, destacando-se pela proposta inovadora de um cinema destruído que une linguagens teatrais e audiovisuais sem alterar o texto clássico.

O Cine Copan, em obras no Edifício Copan, no centro de São Paulo, hospeda a montagem Hamlet, Sonhos que Virão. A peça é dirigida por Rafael Gomes e acontece durante a reforma do futuro Nu Cine Copan, previsto para 2027 em parceria entre Nubank e Viva do Brasil.

A experiência une teatro e cinema em um espaço com ares de museu da arquitetura. O público chega ao hall histórico projetado por Oscar Niemeyer, percorre a galeria e encontra o Cine Copan, fechado desde 1986. A montagem utiliza o prédio em reforma como parte da encenação.

Hamlet, Sonhos que Virão é apresentada em um formato *site-specific*, em que a arquitetura dialoga com a dramaturgia. A proposta é explorar o ambiente degradado como cenário dramático, ampliando a percepção do clássico de Shakespeare.

Conceito e cenário

O espaço teatral ocupa o setor onde ficavam as poltronas da antiga sala de exibições, com o público acomodado em 350 cadeiras. A capacidade era de 1200 lugares no projeto original, e, após a revitalização, ficará em 442 lugares.

Gabriel Leone interpreta Hamlet, príncipe da Dinamarca, envolto num enredo de traição: o assassinato do rei, o usurpador tio Claudius e a busca por vingança. Susana Ribeiro vive Gertrudes, a rainha e viúva do rei, enquanto Eucir de Souza dá vida a Claudius.

Direção, imagens e ritmo

Rafael Gomes, também cineasta, dirige a montagem e busca unir linguagem teatral e cinematográfica. A iluminação é assinada por Wagner Antônio, criando imagens marcantes, como o mergulho de Ofélia no rio que emerge do mezanino.

Ao longo do espetáculo, alguns trechos presenciam o público de perto, com o protagonista em uma cadeira próxima às primeiras fileiras. A encenação utiliza movimentos de câmera simulados, como travelling, para guiar a experiência.

Ponto de memória e fidelidade

A montagem não altera o texto original de Shakespeare; mantém a fidelidade à obra. O diferencial está no conceito de ambientação, que transforma o clássico em uma experiência para diferentes perfis de público, sem abandonar os princípios artísticos.

A história de Hamlet envolve a veracidade dramática de um príncipe que contesta o poder familiar, marcado por dilemas, monólogos e relações complexas com Horácio e Laertes. A trama também lida com Ofélia, cuja relação com Hamlet é central para a narrativa.

Trajetória do diretor e do projeto

Rafael Gomes é reconhecido por adaptar clássicos ao palco, com forte influência do cinema. Sua formação vem do cinema, o que orienta a fusão entre as linguagens. A montagem consolida o interesse dele por experiências teatrais imersivas.

O projeto também destaca a relação entre cinema e arquitetura, aproveitando o protagonismo do Copan e a revitalização anunciada para criar uma experiência híbrida entre palco e tela. A produção aposta na reflexão sobre espaço, memória e transformação urbana.

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