- Recife vive a expectativa pelo Oscar, com O Agente Secreto disputando quatro categorias, incluindo melhor ator para Wagner Moura, no domingo.
- O filme, ambientado em mil setecentos e setenta e sete durante a ditadura, mistura suspense, humor ácido e realismo mágico, seguindo um acadêmico perseguido por pistoleiros.
- O diretor Kleber Mendonça Filho diz que a produção coloca o Nordeste no centro das atenções, ajudando a desconstruir estereótipos sobre a região.
- Tours cinematográficos pelos locais de filmagem atraem visitantes ao centro do Recife, ao Ginásio Pernambucano e a outros pontos históricos, com procura de quem vem de outros estados.
- A repercussão impulsionou a camiseta amarela e preta da Pitombeira, com venda estimada em cerca de trinta mil unidades, além de valorização de referências locais em Olinda.
Recife vive a expectativa pela cerimônia do Oscar, no próximo domingo, com o filme brasileiro O Agente Secreto disputando quatro estatuetas. A cidade, cenário da obra ambientada em 1977, registra passeios pelos locais de filmagem, aumento de visitas a prédios históricos e venda acelerada de uma camiseta usada pelo protagonista.
O Agente Secreto mistura suspense, humor ácido e realismo mágico, em meio a uma ditadura militar. A produção ganhou reconhecimento internacional e concorre a melhor filme, melhor filme internacional, melhor ator e melhor direção de elenco.
A produção depende do envolvimento de pernambucanos em diferentes frentes. Kleber Mendonça Filho, natural do Recife, ressalta a importância de levar o pedestal do Oscar para o Nordeste e ampliar a visibilidade do cinema local.
Durval Muniz de Albuquerque Junior, historiador, destaca que o filme desmonta estereótipos sobre o Nordeste ao retratar uma cidade cosmopolita e com patrimônio arquitetônico relevante, como a brutalista, presente na narrativa.
Tour cinematográfico
Logo após assistir, o guia Roderick Jordão criou um roteiro pelos locais de filmagem. A La Ursa Tours, que já atua no centro histórico desde 2017, registra demanda crescente de visitantes de outros estados.
Tomás Santa Rosa, ator de 22 anos, viajou do Rio de Janeiro para conhecer Recife, atraído pela divulgação do filme. O elenco encontra relatos de emoção ao ver a cultura local ganhar destaque nacional.
O Ginásio Pernambucano, que funciona como Re gistro Civil no filme, recebe visitantes diariamente. O local confirma a repercussão intensa da produção na região.
Tom de celebração local
A animação pela produção também ganhou as ruas de Olinda durante o Carnaval, com cabines telefônicas amarelas e bonecos de Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho. A publicidade associada ao longa impulsionou o consumo de itens temáticos.
A camiseta amarela e preta da Pitombeira, usada pelo protagonista na trama, virou item de desejo. A peça, vendida em barracas artesanais, teve sua produção adaptada para 2026 após o sucesso de O Agente Secreto.
Erivelton Martins Torres, representante de grupo carnavalesco, explica que a venda de camisetas atingiu milhares de unidades, com demanda internacional expressiva. O impacto local é visto como impulso ao cinema nacional.
Leandro Castro, criador de bonecos gigantes de Olinda, reforça que a obra eleva o patamar do cinema brasileiro, refletindo o orgulho da região e sua tradição cultural.
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