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5 grandes injustiças que marcaram a história do Oscar

Premiação subestimou nomes históricos do cinema e também deixou derrotas dolorosas para o Brasil

Foto: Reprodução

A 98ª edição do Oscar chegou ao fim no último domingo (15), com o Brasil presente pelo segundo ano consecutivo na disputa por cinco categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator, com Wagner Moura, e Melhor Direção de Elenco, por O Agente Secreto, além de Melhor Fotografia, com Adolfo Veloso, por Sonhos de Trem. […]

A 98ª edição do Oscar chegou ao fim no último domingo (15), com o Brasil presente pelo segundo ano consecutivo na disputa por cinco categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator, com Wagner Moura, e Melhor Direção de Elenco, por O Agente Secreto, além de Melhor Fotografia, com Adolfo Veloso, por Sonhos de Trem.

O país deixou a premiação de mãos vazias, sem vencer nenhuma das categorias em que foi indicado, diante de concorrentes de peso como Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Pecadores, o filme com maior número de indicações da edição.

Há quem diga que o Brasil merecia levar ao menos um desses prêmios e que o resultado foi uma injustiça, além de afirmar que algumas das produções concorrentes estavam abaixo do nível do longa nacional.

No entanto, o Oscar já acumulou decisões consideradas injustas e que ficaram marcadas na história da premiação, tanto na visão do público quanto na de muitos críticos. A seguir, relembre algumas das injustiças mais comentadas do Oscar.

1. Cidadão Kane no Oscar de 1942

O longa dirigido por Orson Welles é considerado um marco na história do cinema e segue respeitado por críticos que o colocam entre os maiores filmes de todos os tempos, sobretudo pela relevância técnica que teve ao destacar, para a época, recursos como profundidade de campo, montagem não linear e iluminação expressiva.

Na edição de 1942, o filme recebeu indicações em nove categorias, mas acabou levando apenas uma estatueta, a de Melhor Roteiro Original, enquanto o prêmio de Melhor Filme ficou com Como Era Verde o Meu Vale, dirigido por John Ford.

Embora o melodrama também tenha sido muito aclamado na época, Cidadão Kane deixou uma marca bem maior na história do cinema e era apontado quase de forma unânime como um dos favoritos a levar a estatueta.

2. Stanley Kubrick subestimado pela academia

Um diretor extremamente renomado no audiovisual, responsável por filmes como Laranja Mecânica (1971) e O Iluminado (1980), é frequentemente visto como alguém subestimado pela Academia.

Ao longo de toda a carreira, ele recebeu algumas indicações, mas conquistou apenas uma estatueta: a de Melhores Efeitos Visuais por 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968).

O filme, inclusive, traz um episódio que reforça a percepção de que o diretor foi subestimado. Na edição do Oscar de 1969, a obra recebeu quatro indicações e, embora tenha vencido uma categoria, perdeu o prêmio de Melhor Direção para o musical Oliver!, dirigido por Carol Reed.

O longa de Kubrick nem chegou a ser indicado na categoria de Melhor Filme naquela edição, algo visto por muitos como uma grande injustiça, diante da importância da obra para o gênero da ficção científica.

3. Anora no Oscar de 2025

Embora o filme de Sean Baker ainda divida opiniões em relação aos prêmios que recebeu naquela edição, muita gente considera injusta parte das estatuetas conquistadas pelo longa.

Uma das mais comentadas foi a vitória em Melhor Filme, categoria na qual disputava com produções muito aclamadas, como Conclave, A Substância e o brasileiro Ainda Estou Aqui.

Além disso, outra categoria que gerou muita repercussão foi a de Melhor Atriz, em que a favorita era Demi Moore, por seu papel em A Substância, e que também contava com Fernanda Torres na disputa por Ainda Estou Aqui. Ainda assim, Mikey Madison acabou levando a estatueta para casa.

No fim, o longa somou seis indicações e levou cinco estatuetas: Melhor Filme, Melhor Direção, para Sean Baker, Melhor Atriz, com Mikey Madison, Melhor Roteiro Original e Melhor Montagem.

4. O resgate do Soldado Ryan em 1999

Um dos filmes mais importantes da história do cinema de guerra, O Resgate do Soldado Ryan, foi dirigido por Steven Spielberg e contou com Tom Hanks no elenco. Naquela edição, o longa aparecia como o principal favorito ao prêmio de Melhor Filme.

Mas o resultado surpreendeu a crítica, já que, naquela edição, o prêmio ficou com a comédia romântica Shakespeare Apaixonado, dirigida por John Madden.

Embora o longa seja uma grande carta de amor ao teatro e coloque o jovem William Shakespeare no centro da narrativa, sua vitória no Oscar ainda é vista por muitos como uma grande injustiça, especialmente por ter superado o filme de Spielberg.

5. Fernanda Montenegro em Central do Brasil

No mesmo ano em que O Resgate do Soldado Ryan sofreu essa derrota, o Brasil também viu uma de suas primeiras e mais doloridas perdas no Oscar: a de Fernanda Montenegro na categoria de Melhor Atriz por sua atuação em Central do Brasil.

Essa foi a primeira vez que o Brasil teve uma indicada à categoria de Melhor Atriz no Oscar, e a torcida pelo país era, em sua maioria, voltada para Fernanda Montenegro.

Mas Shakespeare Apaixonado voltou a frustrar os favoritos e trouxe outra surpresa negativa, desta vez para o Brasil. A vencedora da categoria foi Gwyneth Paltrow, que contracenava com Joseph Fiennes no filme.

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