- “Peaky Blinders: O Homem Imortal” chega à Netflix em 20, com Cillian Murphy de volta ao papel de Thomas Shelby.
- Murphy diz que precisa de meses para entrar no personagem e que o estado mental é desafiador, mas a conexão com Shelby guia a atuação.
- Shelby aparece mais envelhecido e marcado por perdas, vivendo isolado e em um “purgatório” emocional.
- O elenco inclui Sophie Rundle (Ada Shelby), Stephen Graham (Hayden Stagg) e Packy Lee (Johnny Dogs), entre outros, com foco no trauma da guerra.
- Criador Steven Knight e diretor Tom Harper destacam uma dimensão mais espiritual e resignada do personagem, após o sucesso de Murphy em Oppenheimer.
Cillian Murphy retorna ao universo de Peaky Blinders com o filme O Homem Imortal, que chega à Netflix nesta sexta-feira (20). O longa marca o retorno do ator ao papel de Tommy Shelby seis anos após o fim da série. O desafio emocional e mental de revisitar o personagem foi compartilhado em entrevista à CNN.
Segundo Murphy, não é simples retornar a esse estado. O ator afirma que precisa de meses para mergulhar novamente no papel e que o vínculo com Tommy tende a assumir o controle da atuação. A conexão construída ao longo dos anos facilita esse retorno, segundo ele.
Tommy Shelby aparece no filme mais marcado pelo tempo e pelas perdas. Murphy diz que o personagem envelheceu junto com ele, enfrentando guerras e dramas pessoais que o mantêm à margem da vida. O início da história o mostra isolado, emocionalmente devastado e medicado.
Ele vive em um “purgatório” criado para si mesmo, acrescenta o ator. Burke do personagem o coloca entre a vida e a morte, abrindo espaço para uma nova linha na trama. Esse ponto de partida, segundo a produção, permite resgatar a participação.
Criador Steven Knight aponta que a trajetória de Tommy evidencia traumas profundos. Em sua visão, quem viveu a guerra carrega dificuldades de se relacionar com outras pessoas. A narrativa reforça esse peso na relação com o mundo.
O diretor Tom Harper comenta que a dor e o trauma permanecem, mas sugerem uma dimensão mais espiritual e resignada para Tommy. A perda de personagens próximos contribui para essa leitura do protagonista.
Mesmo após o Oscar de Oppenheimer, Murphy optou por revisitar Tommy Shelby. A produtora Guy Heeley destaca que a decisão foi tomada pela confiança na continuidade da história e na força do personagem.
Elenco reforça o peso emocional da história
Além de Murphy, o elenco retorna com Sophie Rundle no papel de Ada Shelby, que hoje atua no Parlamento e administra conflitos entre política e família. A atriz ressalta que Ada não abandona as origens, mesmo buscando um caminho próprio.
Stephen Graham volta como Hayden Stagg, coworker de Tommy na guerra. O ator destaca o peso do transtorno de estresse pós-traumático na construção dos vínculos entre os personagens.
Packy Lee retorna como Johnny Dogs, aliado fiel de Tommy. O ator enfatiza o cuidado com o personagem e a função de mantê-lo vivo, fortalecendo a relação histórica entre os dois.
Para Murphy, a presença dos colegas de elenco é essencial para a narrativa. A família, segundo ele, representa a base da comunidade que sustenta a história.
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