- Exposição no Grand Palais, em Paris, reúne mais de 300 obras dos últimos 13 anos da vida de Henri Matisse, organizada pelo Centre Pompidou.
- A mostra contempla o período entre 1941 e 1954, incluindo os recortes em papel que encerram a carreira do artista, como The Parakeet and the Mermaid (1952).
- A curadora Claudine Grammont destaca que a última fase de Matisse é pouco conhecida em Paris e está ligada à história da instituição e da coleção nacional.
- A exposição enfatiza a relação entre doença, hospitalização e a surgimento de uma paleta vibrante, ainda que pareça de fácil leitura devido à simplicidade aparente das obras.
- Programação internacional recente de Matisse inclui outras exposições em Baltimore, Nova York, Chicago, San Francisco e Barcelona nos próximos meses.
Henri Matisse domina os últimos anos de sua obra em uma exposição no Grand Palais, em Paris. A mostra reúne mais de 300 trabalhos criados entre 1941 e 1954, período marcado pela recuperação do artista após uma cirurgia de tumor no estômago. A curadoria é do Centre Pompidou.
Numa trajetória descrita como essencial, a exposição oferece maquetes, pochoirs para Jazz (1943-47), desenhos improvisados de Themes and Variations (1941-43) e as pinturas finais em Vence, entre 1946 e 1948. O conjunto inclui também obras sobre a Chapelle du Rosaire (Vence), concluída em 1951.
A curadora Claudine Grammont ressalta que Paris não recebeu com igual prioridade as últimas fases de Matisse no passado. O objetivo é recuperar esse período para a história nacional da França, destacando a influência do artista na libertação cultural pós-guerra e o papel do Estado na aquisição de obras.
Exposição e autoria
A mostra, que permanece aberta de 24 de março a 26 de julho, busca oferecer uma visão exaustiva da produção de Matisse nesse ciclo final. O objetivo é aproximar o público da atmosfera do ateliê em Nice, onde o pintor criou formas coloridas que saltam das paredes para o espaço, mesmo em meio à doença.
Interpretações e catálogos
O catálogo, com prefácio de Antoine Compagnon, acompanha a exposição e aprofunda o tema das fases finais da carreira do artista. Grammont descreve a produção de recortes em papel colorido como uma “fábrica de imagens” que exige esforço e técnica constantes.
Contexto internacional
Além de Paris, novas mostras com obras de Matisse abrirão em meses próximos em instituições como o Baltimore Museum of Art e a Acquavella Galleries, em Nova Iorque. As apresentações incluem retrospectivas envolvendo várias fases da carreira, desde os primeiros Fauvismos até os recortes tardios.
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