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Met expõe Rafael além das Madonas idealizadas

Metropolitan Museum of Art apresenta Raphael em Nova York com foco no contexto social e histórico da maternidade e da mortalidade infantil, reunindo empréstimos de museus

The Ecstasy of Saint Cecilia (around 1515-16)
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  • O Metropolitan Museum of Art, em Nova York, apresenta a exposição Raphael: Sublime Poetry, a primeira mostra abrangente sobre o artista nos Estados Unidos, de 29 de março a 28 de junho.
  • A mostra reúne 237 obras, incluindo 33 pinturas e 142 desenhos, cobrindo toda a carreira de Rafael (1483-1520).
  • Várias instituições participaram com empréstimos de alto valor, como The Alba Madonna, do National Gallery of Art, e The Transfiguration, do Rijksmuseum, entre outros.
  • A curadora Carmen C. Bambach propõe contextualizar a obra de Rafael dentro de um universo social e histórico de maternidade e mortalidade infantil, além das Madonnas ideais.
  • Houve estudo técnico que levou à reatribuição de um desenho-modelo para The Ecstasy of Saint Cecilia ao próprio Rafael, e o trabalho envolveu viagens e conservação cuidadosa.

A Metropolitano de Nova York apresenta Raphael: Sublime Poetry, a primeira mostra abrangente sobre o artista Urbino (1483-1520) nos Estados Unidos. A exposição reúne 237 peças, entre pinturas e desenhos, cobrindo toda a carreira de Raphael e destacando suas origens no Renascimento italiano e sua afirmação em Roma papal.

O objetivo é oferecer um contexto social e histórico além das Madonnas idealizadas pela fama de Raphael. A curadoria prioriza objetos que revelam a maternidade, a mortalidade infantil e o papel da criança na época, ampliando a leitura do artista. O conjunto inclui obras de várias grandes instituições internacionais.

A montagem envolve empréstimos significativos de museus ao redor do mundo, o que exige coordenação complexa. Entre as peças, destacam-se trabalhos da National Gallery of Art, de Washington, o Louvre, e as Gallerie degli Uffizi, além de acervos de Viena, Oxford e Amsterdã. A logística é citada como desafio central pela curadora.

O papel da curadoria e a reconcepção de Raphael

A curadora Carmen C. Bambach afirma que não houve espaço para o não entre os pedidos feitos aos museus. A ideia foi apresentar a complexidade do artista, indo além do iconográfico herdado. A exposição inicia com referências à vida cotidiana da época antes de chegar aos modelos de Madonnas.

Num eixo de pesquisa, a equipe identifica uma reatribuição importante: o Modello Drawing para a obra The Ecstasy of Saint Cecilia passou de autoria de um assistente de Raphael para o mestre, segundo avaliação recente. O desenho está acompanhado pela grande pintura homônima, de cerca de 1515-16, emprestada pela Pinacoteca Nazionale di Bologna.

Conservação, estudos, e bastidores logísticos

Três equipes participaram de visitas a coleções britânicas para estudo de desenhos em loco, enquanto conservadores do Met trabalham em retoques no acervo de Raphael da própria instituição. Entre as ações de conservação, destaca-se a remoção de uma mancha de uma obra em papel, quase invisível hoje. O projeto envolve uma implantação de longo prazo com investimentos consideráveis.

A diretoria da instituição confirmou a escolha de manter a exibição em tempo integral no Met, sob o comando de Max Hollein, que liderou o projeto desde o impulso inicial. O público poderá ver a mostra de 29 de março a 28 de junho, com foco novo e global sobre Raphael.

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