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Nos bastidores da corrida do ouro na Amazônia, Ladkani fala de Yanuni

Yanuni acompanha a líder indígena Juma Xipaia na luta contra garimpo ilegal na Amazônia, revelando riscos, operações do IBAMA e o impacto humano da crise ambiental

Juma Xipaia, an Indigenous chief from the Brazilian Amazon. Image © Malaika Pictures.
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  • Yanuni acompanha Juma Xipaia, líder indígena da Amazônia, e Hugo Loss, chefe de operações do IBAMA, na luta contra garimpo ilegal, grileiros e empresas que ameaçam a floresta.
  • O filme é rodado entre Brasília e uma aldeia no território indígena Xipaya, mostrando o impacto do garimpo e o trabalho do IBAMA para combater a atividade.
  • A produção começou com Ladkani buscando entender a história e, após conhecer Juma por meio de Eliane Brum, ele aprendeu português para evitar uso de tradutor por questões de segurança.
  • O diretor optou por equipe reduzida e filmagem próxima, buscando intimidade e naturalidade nas cenas, inclusive em momentos pessoais entre Juma e Hugo.
  • Yanuni será exibido no DC Environmental Film Festival, em Washington, no dia 28 de março, com Mongabay como parceira de mídia.

A документário Yanuni acompanha Juma Xipaia, liderança indígena da Amazônia brasileira, enquanto enfrenta a mineração ilegal, ocupação de terras e pressões de corporações, com apoio do marido Hugo Loss, chefe de operações especiais do IBAMA. O filme foi idealizado após o diretor austríaco Richard Ladkani tomar conhecimento dos incêndios na região em 2019.

A produção acompanha Brasília e uma aldeia no Território Indígena Xipaya, mostrando a luta de Juma contra garimpeiros ilegais e invasões, ao lado de Loss, que lidera operações para frear a mineração. A obra também revela o papel do IBAMA na fiscalização da região.

Yanuni terá exibição no Washington DC Environmental Film Festival, em 28 de março, com Mongabay como parceiro de mídia. Ladkani comenta, em entrevista, como chegou a Juma, a construção de confiança e o foco na defesa do território amazônico.

O filme destaca a relação entre ativismo, família e risco pessoal. Ladkani relata que reduziu a equipe para aproximar-se do cotidiano de Juma, buscando captar momentos autênticos sem interferência. A produção enfatiza a importância de entender o contexto da mineração de ouro.

A narrativa enfatiza a participação de Juma em protestos, incluindo momentos de tensão em Brasília, quando a mobilização de indígenas e apoiadores acabou confrontando forças de segurança. A câmera acompanha as decisões de Juma em tempo real durante crises.

A produção também descreve o processo de construção de confiança entre Ladkani e Juma. O cineasta aprendeu português para reduzir riscos de terceiros na comunicação, fortalecendo o vínculo com a liderança indígena.

Os relatos de Ladkani ressaltam que a mineração ilegal impulsionou o desmatamento e a contaminação de rios por mercúrio, citando o aumento do preço do ouro como vetor de expansão das atividades ilegais na região amazônica.

A obra mostra ainda as estratégias de filmagem de baixo impacto, com câmera pequena e presença discreta para não expor a família de Juma ou aumentar riscos durante operações ambientais. O objetivo é capturar cenas espontâneas, com foco humano.

Ao longo do documentário, a relação entre Juma e Hugo é apresentada em cenas íntimas, explorando o equilíbrio entre proteção do território e segurança familiar, sem sensacionalismo ou opinião externa à narrativa verificada.

Yanuni propõe um retrato complexo da resistência indígena frente a um problema geopolítico, econômico e ambiental em curso, mantendo o foco na experiência de Juma Xipaia como narrativa central.

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