Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Quem domina os mares? Animação de Sikander sobre comércio mundial na fachada M+

Animação de Shahzia Sikander, exibida na fachada do M+ em Hong Kong, discute soberania marítima e o legado colonial que liga China, Índia e a Inglaterra

A still of Shahzia Sikander’s animation 3 to 12 Nautical Miles (2026), co-commissioned by M+ and Art Basel
0:00
Carregando...
0:00
  • A artista Shahzia Sikander apresenta o filme de animação 3 to 12 Nautical Miles, que investiga as conexões entre China, sul da Ásia e a Companhia das Índias Orientais Britânica (EIC).
  • A obra está em apresentação na fachada digital do M+ em Hong Kong até 21 de junho, em coprodução do M+ com a Art Basel.
  • O filme parte das Guerras do Ópio para explorar a história de dominação, vigilância e acesso marítimo, conectando ausências e dominações do império britânico, China e império Mughal.
  • Elementos visuais, como papoulas, porcelanas azul e branca e tronos mughal, aparecem em diversas cenas para representar opium, comércio e intercâmbios culturais.
  • A obra utiliza cartografia e iconografia para remeter à ideia de soberania marítima, mostrando como o espaço entre terra e mar vira fronteira de poder.

A artista Shahzia Sikander lança uma animação que reconstrói trajetos de poder no comércio mundial. A obra 3 to 12 Nautical Miles é exibida na fachada digital do M+ em Hong Kong, até 21 de junho, articulando história naval, imperialismo e rotas comerciais. A mostra ocorre em parceria com a Art Basel.

A produção parte das Guerras do Ópio para mapear vínculos entre China, Sul da Ásia e a Companhia Britânica das Índias Orientais. A animação facilita uma leitura sobre soberania marítima, controle de fronteiras e acesso a recursos, indo além da distância física.

A peça utiliza processos manuais de desenho e pintura, realizados ao longo de décadas pela artista. O filme combina várias imagens em camadas para criar uma tapeçaria visual que dialoga com mapas e símbolos de poder.

Processo criativo e referências

A narrativa cruza a queda do Império Mughal, o enfraquecimento da dinastia Qing e o ascenso da EIC, por meio de motivos visuais sobrepostos. Flor de papoula aparece como símbolo de opium, associando prazer e dor, enquanto peças de porcelana e tronos históricos sinalizam domínio.

Historicamente, a obra ressalta a presença de riquezas e violência associadas ao comércio, com referências a cartas não entregues destinadas a autoridades britânicas que teriam evitado guerras. A figura de Victoria e joias com mapas reforçam a ideia de geografia tornada acessível, conquista como refinamento.

A exibição na fachada do M+ foi pensada para enfatizar a relação entre terra e mar. Sikander ressalta que Hong Kong funciona como ponto de encontro entre cultura, comércio e soberania, não apenas como cenário.

A obra estreita laços entre cartografia, história colonial e práticas artísticas contemporâneas. A animação, feita com desenhos em tinta e guache, ganha vida em uma tela que integra dinamismo e detalhamento visual.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais