- O filme Yes, de Nadav Lapid, é apresentado como uma das produções mais controversas do ano, ambientada em Tel Aviv.
- A trama segue o casal Y. e Yasmine, com o filho Noah, vivendo uma vida boêmia e buscando ascensão social.
- Um empresário russo oferece a Y. escrever “um hino para uma nova Israel” — missão que promete riqueza, mas exige a “alma” do casal.
- A obra mistura sátira agressiva, imagens chocantes e referências à violência histórica, abordando Gaza e as consequências do conflito.
- Yes é descrito como horror político, com críticas contundentes ao uso do poder e da propaganda, gerando debates internos em Israel e repercussão internacional.
Nadav Lapid lança Yes, filme que mergulha na sociedade israelense para expor tensões de poder, moralidade e violência. A obra, descrita como controversa, chega em um momento de intenso debate político e cultural no país. O enredo acompanha um casal de classe alta em Tel Aviv.
Y., pianista, e Yasmine, bailarina, vivem uma relação que atravessa uma tentativa de ascensão social. O casal, acompanhado pelo filho Noah, envolve-se com um magnata russo e recebe a oportunidade de criar “um hino para uma nova Israel”. Aceitar significa grande benefício, porém custo pessoal.
A narrativa se passa no estilo explosivo de Lapid, com cenas de festa desinibidas, humor ácido e distorções visuais. O diretor sustenta uma sátira áspera sobre elites e a relação entre arte, poder e identidade nacional. O filme foi gravado em Tel Aviv, cidade natal de Lapid.
Em Your Yes, a linha entre ficção e realidade se torna tênue. Um publicitário narra traços de violência e de uma tragédia que assola a região desde outubro de 2023, com imagens que insinuam o impacto do conflito na vida cotidiana. O roteiro transita entre humor negro e fotografia agressiva.
A produção aborda ainda o debate sobre Gaza e as consequências de ações de governos e grupos armados. Em certo momento, personagens discutem memórias de um passado de perdas, enquanto a cidade observa o horizonte marcado por fumaça. Yes não é apenas uma sátira; é uma leitura de horror social.
Entre o elenco, Ariel Bronz e Efrat Dor interpretam Y. e Yasmine, respectivamente. Bronz é conhecido por sua performance física, enquanto Dor transita entre comédia física e dança interpretativa. O trabalho de campo envolve também atores de apoio e figurinos de alto impacto visual.
A recepção internacional foi polarizada. Enquanto distribuidores elogiam a audácia de Lapid, parte do público e de setores no cinema israelense o classificou como provocativo demais. O filme recebeu várias indicações em premiações nacionais e chamou atenção por seu tom militante.
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