- Sam Levinson, a menos de quinze dias do via estreia de Euphoria, supervisiona edições, correção de cor e design de som, elogiando a relação entre o formato de tela larga e a trilha de Hans Zimmer.
- A temporada três foi influenciada pela perda de Angus Cloud, que interpretava Fezco, e pelo falecimento do ator Eric Dane, trazendo impacto emocional ao elenco e à produção.
- A produção enfrentou atrasos após a segunda temporada, incluindo intervenções de reabilitação de Cloud, mudanças de agenda e ajustes causados pela Covid e por mudanças societárias.
- Labrinth deixou de ser creditado como compositor de temporada; Hans Zimmer assume a trilha, com Levinson destacando a decisão de buscar uma sonoridade mais conduzida pela narrativa, quase como em um faroeste.
- A estrutura de S3 foi pensada para entrelaçar arcos de personagens e manter o humor, além de manter escolhas musicais estratégicas, com potencial relação entre canções e cenas sob avaliação para futuras temporadas.
O criador de Euphoria, Sam Levinson, fala sobre as escolhas e consequências que embalam a terceira temporada. Em preparação para o lançamento, Levinson inspecciona o processo criativo no lote da Warner Bros. em Burbank, Califórnia, avaliando edição, mixagem e direção de arte. O objetivo é chegar à melhor versão possível para o público.
A temporada 3, com estreia marcada para 12 de abril de 2026, enfrentou um caminho longo. O hiato de quatro anos desde a última temporada ocorreu entre ajustes de produção, mudanças de equipe e a recuperação de membros do elenco diante de perdas pessoais.
Entre os temas abordados, o impacto da morte de Angus Cloud, que interpretava Fezco, e o falecimento de Eric Dane, em fevereiro, foram citações centrais para Levinson. O diretor destaca que o luto influenciou a direção emocional da série e a narrativa de alguns arcos.
A produção envolvendo a trilha sonora ganhou destaque com a entrada de Hans Zimmer como compositor, substituindo Labrinth, que não consta mais nos créditos da temporada. Levinson explica que Zimmer ajuda a criar uma sonoridade que guia o público pela visão cinematográfica da história, sem depender apenas de músicas de aparelhagem.
O processo de construção da temporada refletiu uma mudança de tom. Enquanto as duas primeiras temporadas tinham ritmo mais musical, S3 privilegia diálogos longos e desenvolvimento de personagens, com maior espaço para o humor em meio a temas densos. O relacionamento entre Cassie e Nate recebe atenção especial na narrativa.
No aspecto criativo, Levinson descreve uma busca por uma ambientação de faroeste clássico, para enfatizar escolhas morais, consequências e a passagem para uma idade adulta mais complexa. A diretora de arte e a equipe de fotografia trabalham para manter o tom visual coeso com a nova curva dramática.
A integração musical permanece central. Zimmer compõe uma trilha ampla e orquestral para sustentar as emoções dos personagens, diferente da dependência de needle drops das temporadas anteriores. O objetivo é reforçar a imersão do público no universo de Euphoria sem perder a autenticidade.
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