- Um filme esquecido de Georges Méliès, intitulado Gugusse et l’automate, foi encontrado em uma arca de madeira nos Estados Unidos, dentro de um cofre arraigado há mais de um século.
- A obra tem quarenta e cinco segundos e foi produzida em mil oitocentos noventa e sete, dois anos após as primeiras projeções feitas pelos irmãos Lumière.
- O dono da arca, Bill McFarland, aposentado e bisneto de um projecionista, encontrou as películas e levou o conjunto à Library of Congress, em Culpeper, Virgínia, para restauração e identificação.
- O processo revelou que parte dos filmes está bastante danificada, mas houve conclusão de que um dos rolos é o tesouro perdido de Méliès, figura-chave na história do cinema e dos efeitos especiais.
A preciosidade cinematográfica foi revelada nos Estados Unidos após a abertura de um antigo baú de madeira, guardado há mais de um século. Entre dez rolos, apareceu um filme esquecido do pioneiro francês Georges Méliès, intitulado Gugusse et l’automate.
O achado ocorreu quando Bill McFarland, professor aposentado e bisneto de um projetista de cinema da Pensilvânia, encontrou filmes antigos que pareciam valiosos demais para jogar fora. Sem saber o que representavam, ele recorreu aos Arquivos Nacionais.
A partir daí começou o processo de restauração e identificação, coordenado pela Biblioteca do Congresso em Culpeper, Virgínia. Os rolos chegaram deteriorados em alguns pontos, mas passaram por avaliação técnica que confirmou a pertença de Méliès.
Descoberta e Restauro
Gugusse et l’automate é um filme de 45 segundos, produzido em 1897, apenas dois anos após as primeiras projeções dos irmãos Lumière. A obra faz parte da fase pioneira das chamadas “trick films” de Méliès, que explorou efeitos especiais rudimentares.
Georges Méliès nasceu em Paris, em 1861, em uma família aberta ao luxo, e acabou se dedicando ao magicismo após abandonar a empresa da família. Sua obra inclui Le Voyage dans la Lune, de 1902, considerado entre os primeiros filmes de ficção científica.
A descoberta reacende o debate sobre o legado do cineasta, reconhecido como precursor da magia no cinema. Em reconhecimento, figuras históricas destacaram a importância de Méliès para a evolução das técnicas visuais, sem entrar em juízo de valor.
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