- Espetáculo Hamlet, Sonhos Que Virão ocupa o espaço do Cine Copan, no centro de São Paulo, com direção de Rafael Gomes e encenação em inglês.
- A montagem aplica recursos tecnológicos e sensoriais, fazendo o espaço de tijolos, vigas e concreto dialogar com a trama.
- A história acompanha Hamlet em busca de vingança pela morte do pai, após a revelação de um assassinato cometido por Cláudio, que tomou o trono e a rainha Gertrudes.
- Destaques: aparição do fantasma, morte de Ofélia e o duelo entre Hamlet e Laertes, com o monólogo “ser ou não ser” ganhando nova dimensão na encenação.
- Sessões até 3 de maio, aos públicos: quartas às 20h; quintas às 17h e 20h30; sextas às 20h; sábados às 16h e 20h; domingos às 17h; local Edifício Copan, avenida Ipiranga, 200; ingressos entre 75 e 320 reais.
O Cine Copan, no centro de São Paulo, recebe a montagem Hamlet, Sonhos Que Virão, que transforma o antigo espaço em cenário vivo para a tragédia de William Shakespeare em inglês. A encenação une tradição do texto a recursos tecnológicos e sensoriais, mantendo a sua força original.
Dirigida por Rafael Gomes, a produção puntualiza a relação entre cenário e drama. As estruturas de tijolo, vigas e concreto dialogam com o destino dos personagens, ampliando a tensão dramática ao longo da narrativa.
No elenco, Gabriel Leone vive Hamlet, príncipe da Dinamarca, buscando vingar a morte do pai. Cláudio é interpretado por Eucir de Souza; Gertrudes, Susana Ribeiro; Ofélia, Samya Pascotto; Polônio, Fafá Renó; Laertes, Bruno Lourenço.
A narrativa apresenta a aparição do espectro, a fuga da loucura simulada por Hamlet e o duelo final com Laertes. O espetáculo celebra o uso criativo do espaço e da iluminação para potencializar o drama.
Espetáculo e recursos
A montagem utiliza iluminação cenográfica marcante, com destaque para o fantasma do rei. A morte de Ofélia é apresentada com concepção ousada, mantendo o impacto trágico. O desfecho segue a tradição da peça.
Gabriel Leone imprime intensidade ao personagem, com olhares que interpelam o público. Em momentos de fúria, o ator alterna entre brutalidade e humor ácido, sem perder o tom trágico.
O monólogo “ser ou não ser” é apresentado de forma orgânica, aproximando o público da reflexão central. A produção integra som e imagem para ampliar o alcance emocional.
Ficha técnica e agenda
Quarta-feira às 20h; quinta-feira às 17h e 20h30; sexta às 20h; sábado 16h e 20h; domingo às 17h, até 3 de maio. Local: Edifício Copan, Av. Ipiranga, 200, Centro, São Paulo. Ingressos variam de R$ 75 a R$ 320.
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