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Filme retrata trajetória de Zuenir Ventura e o jornalismo como modo de ser

Documentário Mestre Zu acompanha Zuenir Ventura, referência do jornalismo brasileiro, em pré-estreias no É Tudo Verdade e celebração de seu legado

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  • O documentário Mestre Zu, de Zelito Viana, narra a trajetória de Zuenir Ventura e tem 70 minutos.
  • Há sessões de pré-estreia nesta semana em São Paulo, no festival É Tudo Verdade; a estreia comercial está prevista para novembro.
  • O filme o apresenta como jornalista generoso e exigente, comprometido em interpretar e explicar o Brasil.
  • Depoimentos de colegas como Cacá Diegues, Nelson Motta, Paulinho da Viola, Miriam Leitão e Heloísa Teixeira aparecem para contar a trajetória do jornalista.
  • Zuenir Ventura, de 94 anos, é referência do jornalismo brasileiro e autor de obras como 1968: O Ano Que Não Terminou e Cidade Partida; é imortal da Academia Brasileira de Letras desde 2014.

O documentário Mestre Zu acompanha a trajetória de Zuenir Ventura, um dos jornalistas mais influentes do Brasil. O filme, dirigido por Zelito Viana, tem 70 minutos e está em pré-estreia nesta semana no festival É Tudo Verdade, em São Paulo. A obra chega aos cinemas em novembro.

A produção reúne depoimentos de colegas e amigos de longa data, que relembram a vida do jornalista. Entre os entrevistados estão Cacá Diegues, Nelson Motta, Paulinho da Viola, Miriam Leitão e Heloísa Teixeira, que expressam admiração pela dedicação de Ventura.

A história começa na casa de Zelito Viana, no Rio de Janeiro, onde colegas reconstroem memórias e anedotas. O filme traz relatos sobre o universo que cercou Zuenir, destacando sua influência no jornalismo brasileiro.

Vampiro do New Journalism

Zuenir Ventura nasceu em Minas Gerais, de família humilde. Inicialmente queria ser padre, mas seguiu a carreira jornalística após trabalhar como assistente de Carlos Lacerda na Tribuna de Imprensa. Depois atuou como redator e correspondente em Paris.

Ao longo da carreira, Ventura escreveu para Jornal do Brasil, O Globo, IstoÉ e Veja, tornando-se referência pela leitura social do Brasil. Associado ao movimento New Journalism, ele mesclou literatura na notícia e ganhou destaque pela apuração rigorosa.

Entre seus livros, 1968: O Ano Que Não Terminou analisa a Passeata dos Cem Mil e a peça Roda Viva. A obra reforçou a leitura crítica sobre o regime militar e marcou a participação de jovens de esquerda no debate público.

No cinema e na literatura, Zelito Viana destaca a importância da resistência à ditadura. O diretor, integrante do Cinema Novo, cita a necessidade de honestidade histórica para a narrativa do longa. O filme evita posicionamento e busca o retrato fiel.

Chão firme para a trajetória

Mestre Zu também ressalta a atuação de Ventura como autor de Cidade Partida, que ganhou o Prêmio Jabuti, e do livro Chico Mendes: Crime e Castigo, premiado pela série de reportagens sobre o líder seringueiro. Ventura é membro da Academia Brasileira de Letras desde 2014.

A produção acompanha a saúde do biografado e de sua família. Ventura concedeu duas entrevistas ao documentário, mas sofreu um tombo recentemente e precisou interromper colaborações por questões de saúde. A família informa que ele já assistiu ao filme.

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