- A controvérsia envolve uso de inteligência artificial para colocar Val Kilmer em um filme inacabado, “As Deep as the Grave”, com imagens dele mais jovem e filmagens recentes para mostrar o personagem em várias fases da vida.
- Jackson Rathbone, que interpretou Jasper Hale em Crepúsculo, acusou Mercedes Kilmer, filha de Val Kilmer, de tentar lucrar com a morte do pai ao produzir o projeto com o ator falecido aparecendo como vivo.
- Kilmer faleceu em Los Angeles em abril de dois mil e vinte cinco; o filme previa que ele atuasse como padre católico e espírito nativo americano.
- O diretor Coerte Voorhees disse que a produção foi concebida para Kilmer e que a família apoiava a participação dele, mesmo diante de controvérsias.
- Mercedes Kilmer afirmou que o pai estava aberto a novas tecnologias para expandir a narrativa, e que o filme busca honrar esse espírito.
A controvérsia envolvendo inteligência artificial em Hollywood ganhou um novo capítulo com a produção de As Deep as the Grave, que usa imagens de Val Kilmer, já falecido, para compor o personagem em diferentes fases da vida. O filme visa contar a história de um padre católico e espiritista nativo americano, interpretado pelo ator que já havia sido escalado antes de sua morte.
Val Kilmer faleceu em Los Angeles em abril de 2025, o que não impediu a equipe de prosseguir com o projeto, que recorre a imagens do astro, inclusive de momentos recentes, para manter o personagem vivo no cinema apesar da ausência. A ideia é manter a presença do ator de Top Gun em determinadas cenas, segundo a produção.
Mercedes Kilmer, filha de Val, participou do caso ao afirmar que o projeto utilizaria imagens do pai como forma de ampliar a narrativa, com o apoio da família. A equipe de produção espera respeitar o legado do artista ao apostar em tecnologia para retratar personagens ao longo de diferentes fases da vida.
Reação e controvérsia
Jackson Rathbone, que interpretou Jasper Hale em Crepúsculo, criticou publicamente a decisão de usar a imagem de Kilmer em tela. Em mensagens nas redes, ele questionou a ética da prática e pediu explicações ao sindicato de atores, destacando a possibilidade de o recurso ter lucro com a morte do artista.
Visando esclarecer a linha entre inovação audiovisual e exploração comercial, a equipe criativa explicou que a produção foi concebida com a participação da família Kilmer e que o filão narrativo depende da disponibilidade de material de arquivo autorizado. O diretor Coerte Voorhees ressaltou que Val Kilmer apoiava a ideia.
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