- Lena, interpretada por Bárbara Reis, 36 anos, vive o auge da dualidade ética em Três Graças, envolvendo amor pela filha que sabe não ser sua.
- A atriz diz que procurou humanizar a personagem sem julgá-la, mostrando que o conflito é emocional: sobreviver amando alguém possivelmente perdido.
- A construção da Lena passou pela entrega física, com foco em corpo, respiração e olhar, para transmitir o estado de alerta constante.
- O arco da maternidade na personagem desconstrói a ideia de perfeição, revelando caos, contradições, medo e apego na prática.
- As cenas com a mãe biológica do bebê trazem o maior tensionamento, com Lena mentindo de forma natural mas lidando com a culpa; a história reforça que comprar uma criança é crime independente da dor.
Bárbara Reis fala, em entrevista à CNN Brasil, sobre a construção da Lena em Três Graças. A personagem vive o auge da dualidade ética ao comprar o bebê de Joélly, e convive com um amor intenso pela criança que não é sua. A atriz destaca a humanidade da personagem.
O desafio, segundo a atriz, não está em definir certo ou errado, mas em retratar a dificuldade emocional de amar alguém que pode ser perdido. Lena é apresentada como alguém em alerta constante, mesmo nos momentos de aparente normalidade.
Para construir a Lena, Reis se dedicou ao aspecto físico e à respiração, buscando transmitir a sensação de perigo permanente. Ela admite que a culpa é um ruído constante na personagem e que não houve julgamento por parte da atriz.
A intérprete ressalta a importância de não demonizar a personagem. Segundo ela, ao acolher completamente a mulher, o público tende a compreender o sofrimento ligado às escolhas feitas pela Lena.
Desafios da maternidade na narrativa
Bárbara comenta que o arco da maternidade idealizada pela Lena serve para desconstruir expectativas. Ela afirma que a prática do cuidado revela contradições, medo e apego, mais próximos da realidade.
As cenas em que Lena finge felicidade plena são vistas pela atriz como as mais difíceis. O equilíbrio entre alegria aparente e tensão interna exige controle emocional e físico, quase sorrir com o coração apertado.
O momento de maior tensão envolve o contato com a mãe biológica do bebê. Lena precisa responder a perguntas sobre o nascimento, com a responsabilidade de manter a falsa tranquilidade sob pressão.
Sobre o eventual retorno da criança à mãe biológica, Reis orienta que Lena reconheça o amor, mas enfrente a verdade. Ela destaca que comprar uma criança configura uma violação grave, sujeita a consequências legais.
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