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ETV 2026: Retratos brasileiros destacam ‘Sagrado’ e ‘Mestre Zu’

Documentários destacam a escola pública como microcosmo da desigualdade brasileira e celebram a memória do jornalismo combativo de Zuenir Ventura

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  • ETV 2026 traz dois filmes: Sagrado, de Alice Riff, sobre uma escola pública em Diadema, com enfoque no cotidiano de alunos, professores e funcionários e na desigualdade social.
  • O documentário observa a rotina escolar sem dissociar a educação de questões de moradia e cidadania, mostrando como direitos à educação e à moradia se cruzam.
  • Sagrado mantém o foco no interior da escola, com exceção de uma história de luta por moradia no mesmo local, conectando educação e habitação a uma luta maior por direitos.
  • Mestre Zu, dirigido por Zelito Viana, presta homenagem ao jornalista Zuenir Ventura, aos 94 anos, usando depoimentos de jornalistas do Rio de Janeiro e relatos de sua vida profissional e política.
  • O filme também situa o jornalismo de Zuenir no contexto da ditadura militar, destacando censura, prisões e resistência, e é considerado um registro valioso do jornalismo “old school”.

O festival ETV 2026 apresenta os retratos brasileiros Sagrado, de Alice Riff, e Mestre Zu, dirigidos por Zelito Viana. As obras dialogam com temas sociais por meio de cinema documental, sem juízo de valor evidente. A abordagem é laica e observacional.

Sagrado acompanha a rotina de uma escola pública de Diadema, revelando o corpo docente, alunos e funcionários. O filme retrata a desigualdade brasileira na prática, sem mascarar os desafios educativos enfrentados pela comunidade escolar.

A obra não se limita à escola: abriga a história de luta pela moradia, vinculada ao mesmo espaço. Ao entrelaçar educação e direito à moradia, o documentário aponta para a cidadania como eixo de transformação social.

Mestre Zu

Mestre Zu é uma homenagem a Zuenir Ventura, jornalista veterano de 94 anos. O título celebra a carreira e a contribuição de uma figura respeitada no jornalismo brasileiro, autor de obras como 1968 – o Ano que Não Terminou e Cidade Partida.

O filme apresenta depoimentos de jornalistas do Rio de Janeiro, enfatizando a relação entre o homenageado e a comunidade profissional. O objetivo é manter vivo o legado de uma carreira marcada por resistência e apuração.

A narrativa recua ao passato jornalístico de Zuenir, incluindo episódios de censura durante a ditadura militar e ameaças a profissionais. O relato reforça a importância do jornalismo old school na história nacional.

Apesar de o foco ser o protagonista, a produção valoriza a trajetória coletiva dos colegas e amigos que o cercam. Em conjunto, o documentário oferece uma visão sobre o papel da imprensa e seu histórico de lutas.

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