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10 filmes essenciais para entender Marilyn Monroe além do mito

Retrospectiva do British Film Institute em Londres destaca dez interpretações de Marilyn Monroe, além do mito, evidenciando seu legado e versatilidade artística

Marilyn Monroe, em 1946 — Foto: Getty Images
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  • Retrospectiva em Londres, Marilyn Monroe: Self Made Star, realizada pelo British Film Institute, com duração de dois meses e início em 11 de junho.
  • Não Bata Antes de Entrar (1952): Monroe interpreta Nell, uma babá instável; papel destacou seu talento dramático aos 26 anos.
  • Os Homens Preferem as Loiras (1953): destaque para o número solo Diamonds Are A Girl’s Best Friend e para a presença de Monroe na comédia musical.
  • Quanto Mais Quente Melhor (1959): Monroe lidera Sugar no elenco; filme rendeu-lhe o Globo de Ouro.
  • Vidas sem Rumo (1961): último filme concluído de Monroe, junto de Clark Gable; narrativa encerra com uma cena marcante entre as duas estrelas.

O British Film Institute apresenta uma retrospectiva em Londres para celebrar o centenário de Marilyn Monroe. A mostra, intitulada Marilyn Monroe: Self Made Star, ocorre por dois meses e começa em 11 de junho, promovendo uma visão ampla da atriz além do mito. O foco é mostrar sua versatilidade em diferentes gêneros, desde musicais até thrillers.

A programação reúne 10 performances que destacam a dimensão artística de Monroe, incluindo trabalhos em que ela transita entre comédia, drama e presença de estrela. A seleção busca evidenciar a evolução de sua carreira e o impacto duradouro no cinema. O projeto reforça a importância histórica de Monroe como criadora de imagem e intérprete.

Não Bata Antes de Entrar (1952)

O thriller psicológico de Roy Ward Baker marcou uma virada na carreira de Monroe. Ela interpreta Nell, babá instável que transita entre charme e tensão. O papel é considerado decisivo para a construção de uma imagem mais madura da atriz.

A atuação foi recebida com aclamação posterior, destacando a capacidade de Monroe de manter o suspense e a carga dramática sem abrir mão da presença marcante de tela. A obra é lembrada pela tensão psicológica e pela construção do personagem.

Os Homens Preferem as Loiras (1953)

Em uma das comédias musicais mais memoráveis de sua carreira, Monroe brilha ao lado de Jane Russell. O destaque fica para o número solo Diamonds Are A Girl’s Best Friend, que se tornou emblemático da sua persona carismática.

O filme evidencia a versatilidade cômica de Monroe, que alterna entre cenas de humor físico e momentos de presença magnética. A produção é marcada pela estética glamourosa típica da época e pela química entre as protagonistas.

Como Casar com um Milionário (1953)

Monroe atua ao lado de Betty Grable e Lauren Bacall em um trio de modelos que planejam casar por dinheiro. O papel de Pola permite à atriz explorar o lado cômico físico, com recursos de comédia deSitução e visual icônico.

A obra reforça a capacidade de Monroe de transitar entre humor e charme, ampliando sua presença cênica em um filme de Technicolor. A participação dela é destacada pela entrega energética e pela construção cativante da personagem.

Niágara (1953)

No mesmo ano de Como Casar com um Milionário, Monroe protagoniza um noir intenso ambientado nas Cataratas do Niágara. O enredo acompanha Rose enquanto planeja o assassinato do marido para fugir com o amante.

A atuação entrega uma visão mais sombria da atriz, com intensidade dramática que contrasta com a imagem de vestígios glamourosos. A produção é lembrada pela atmosfera tensa e pela performance central.

O Pecado Mora ao Lado (1955)

Billy Wilder assina uma das colaborações mais icônicas com Monroe, que vive a vizinha sedutora de um homem casado. A cena em que seu vestido é levantado pelo vento tornou-se imagem marcante do cinema.

Ao longo do filme, Monroe demonstra controle cênico e interpretação perspicaz da sensualidade. A obra é reconhecida pela construção de personagens complexos e pela presença contínua da atriz.

Pare o Ônibus (1956)

Este título marca uma virada na carreira, com Monroe sob contrato que elevou seu status como atriz dramática. Na comédia romântica, ela interpreta uma cantora envolvida com um cowboy impulsivo.

A performance destaca a versatilidade emocional da atriz, com momentos de humor contidos e uma dramaticidade que passa a permanecer como referência na sua trajetória.

O Príncipe e a Corista (1957)

A comédia romântica acompanha uma corista que se envolve com um príncipe europeu. Monroe mantém o carisma necessário para sustentar o ritmo da produção desde o início até o desfecho.

A atuação é marcada pela presença cênica constante, que impulsiona a narrativa e confere leveza às situações políticas e sociais apresentadas no enredo.

Quanto Mais Quente Melhor (1959)

Considerado um dos melhores papéis de Monroe, o filme rendeu-lhe o Globo de Ouro. A comédia acompanha dois músicos disfarçados de mulheres que entram para uma banda liderada por Sugar, interpretada por Monroe.

A atriz entrega timing cômico preciso, química com o elenco e uma presença de estrela que se destaca no conjunto da obra. A produção é lembrada pela energia da performance.

Vidas sem Rumo (1961)

Lançado próximas ao fim da vida artística de Monroe, o filme é uma das últimas obras concluídas com Clark Gable. A trama envolve desajustados em busca de dinheiro capturando cavalos, em uma narrativa com momentos de emoção compartilhada.

A cena decisiva entre Monroe e Gable é destacada por sua carga dramática. A atuação da atriz é lembrada como a expressão de um desfecho poderoso de sua filmografia.

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