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Netflix e Amazon, antes ameaças aos cinemas, agora tentam salvá-los

Amazon promete lançar pelo menos quinze filmes anuais nos cinemas, enquanto a Netflix sinaliza manter janelas tradicionais e buscar acordo com os exibidores

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  • Em Las Vegas, o executivo da Amazon MGM Studios, Mike Hopkins, disse que seriam lançados pelo menos quinze filmes por ano nos cinemas, apoiado por um investimento de US$ 1 bilhão anual.
  • A Netflix afirmou que respeitará as janelas de lançamento tradicionais para filmes da Warner Bros., sinalizando cooperação com os cinemas.
  • A parceria entre streaming e cinemas é apresentada como mudança de tom, com analistas observando se é coincidência ou jogada de relações públicas.
  • O ator e produtor de Project Salvation, Ryan Gosling, disse que a produção, que já arrecadou mais de US$ 525 milhões globalmente, estenderia sua exibição nos cinemas.

Em Las Vegas, diante de milhares de proprietários de salas, o executivo da Amazon MGM Studios afirmou que a empresa pretende lançar pelo menos 15 filmes por ano nos cinemas. A declaração ocorreu após a Netflix sinalizar apoio aos modelos tradicionais de janela de lançamento para filmes da Warner Bros., avançando em direção a uma relação menos conflituosa com os cinemas.

A promessa da Amazon é respaldada por números: a empresa já havia anunciado um investimento anual de cerca de US$ 1 bilhão em produções para cinemas. O objetivo é manter presença relevante nas salas, mesmo diante da expansão do streaming.

Em resposta, Ryan Gosling, produtor e protagonista de Project Salvation, agradeceu aos exibidores pelo papel na popularidade do filme. O longa arrecadou mais de US$ 525 milhões globalmente e, agora, passaria por ajustes na exibição para permanência nas salas.

A mudança de tom vem em meio a uma reavaliação do setor sobre a relação entre plataformas de streaming e cinemas tradicionais. A Netflix informou que manteria as janelas de lançamento já existentes para filmes da Warner Bros., sinalizando uma volta a acordos que haviam sido evitados pelo serviço.

Especialistas veem o movimento como uma tentativa de reduzir atritos históricos entre streaming e exibidores. Segundo analistas, a coexistência de lançamentos exclusivos em salas e conteúdos online pode ampliar o alcance de ambos os lados sem inviabilizar o modelo de cada um.

O cenário atual sugere uma gradual reaproximação entre plataformas e cinemas, com promessas de investimentos contínuos, bem como a manutenção de lançamentos que valorizem a experiência de cinema. A aposta é por parcerias estáveis e maior previsibilidade para o setor.

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