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Greta Garbo: vida e carreira da estrela da Era de Ouro de Hollywood

Greta Garbo, estrela da Era de Ouro, consolidou-se na MGM, viveu a transição ao cinema falado e aposentou-se, deixando fortuna e um legado enigmático

No dia 15 de abril de 1990 morreu Greta Garbo, uma das estrelas mais glamorosas, populares e enigmáticas de Hollywood das décadas de 1920 e 1930. Conhecida por suas interpretações de heroínas de personalidade forte, Garbo é considerada uma das melhores atrizes do cinema de todos os tempos. Em 1999, inclusive, ela ficou em quinto lugar na lista do American Film Institute das maiores atrizes do cinema e, além disso, foi indicada 4 vezes ao Oscar de Melhor Atriz e recebeu um prêmio honorário da Academia em 1955 por suas atuações e contribuições para o cinema. A seguir, saiba mais sobre essa lenda de Hollywood.
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  • Greta Garbo nasceu em Estocolmo, em 18 de setembro de 1905, e teve a juventude marcada por dificuldades financeiras na família; ficou órfã do pai aos 13 anos e precisou abandonar a escola para cuidar dele.
  • O talento foi descoberto por Mauritz Stiller, que a levou para a Suécia e a ajudou a adotar o sobrenome Garbo; em 1925 conseguiu contrato com a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) e mudou-se para os Estados Unidos.
  • Seu primeiro filme americano, Laranjais em Flor (1926), a firmou como estrela de cinema mudo; a MGM assinou contrato de exclusividade e Garbo tornou-se o principal trunfo do estúdio.
  • Com a transição para o cinema falado, estreou em Anna Christie (1930), promovido pelo slogan “Garbo fala!”, recebendo indicações ao Oscar; ao todo, foram quatro indicações ao maior prêmio do cinema e o Academy Honorary Award em 1955.
  • Viveu na quase reclusão, acumulando fortuna estimada em mais de 55 milhões de dólares; aposentou-se após o filme Duas Vezes Meu e faleceu em Nova York, em 15 de abril de 1990; itens pessoais voltaram ao público em leilões e vendas ao longo dos anos.

Greta Garbo, ícone da Era de Ouro de Hollywood, morreu em 15 de abril de 1990, em Nova York, aos 84 anos. A atriz foi símbolo de glamour e mistério, com uma carreira marcada por interpretações de heroínas de personalidade marcante.

Nascida Greta Lovisa Gustafsson em 18 de setembro de 1905, em Estocolmo, Suécia, ela enfrentou dificuldades financeiras na infância. O pai era trabalhador braçal e a família enfrentou períodos de desemprego.

Aos 13 anos, Garbo deixou a escola para cuidar do pai adoentado, que faleceu dois anos depois. Ela conseguiu um emprego como vendedora e estourou num comercial que chamou a atenção para o seu talento.

Mauritz Stiller, diretor de cinema mudo da Suécia, descobriu Garbo e a convidou para atuar em A Lenda de Gosta Berling (1924). Ele ajudou a adotar o sobrenome Garbo e abriu caminho para seu contrato com a MGM em 1925.

Com 19 anos, Garbo mudou-se para os Estados Unidos para tentar a sorte em Hollywood. Logo se tornou estrela e, desde o início, manteve a vida pessoal fora dos holofotes, concedendo apenas uma entrevista nos EUA, em 1927.

Seu primeiro filme americano, Laranjais em Flor (1926), foi um sucesso. A performance da atriz em filmes mudos consolidou a MGM como estúdio, que a considerava seu maior trunfo.

Durante a década de 1920, Garbo brilhou em dramas românticos como A Mulher Divina, Mulher de Brio, A Dama Misteriosa e O Beijo. Reatly, contracenou várias vezes com John Gilbert, com quem teve relacionamento amplamente coberto pela imprensa.

Com a chegada do cinema falado, a MGM temeu pela continuidade de seu sucesso devido ao sotaque. Em 1930, Garbo estreou no som em Anna Christie, com o slogan Garbo fala. O filme gerou indicações ao Oscar.

Ainda em 1930, ela atuou em Romance, recebendo novas indicações ao Oscar de Melhor Atriz. Entre 1930 e 1939, destacaram-se filmes como Rainha Cristina, Anna Karenina, A Dama das Camélias e Ninotchka, que lhe renderam indicações adicionais ao prêmio.

Na década de 1930, a indústria sofreu com a Grande Depressão. Os filmes de Garbo tiveram menor retorno, levando-a a buscar reinventar-se, inclusive com mudanças contratuais com a MGM.

O último filme de Garbo foi Duas Vezes Meu. Depois desse período, ela se afastou do cinema e adotou vida reclusa, morando em Nova York, com fortuna estimada em mais de 55 milhões de dólares.

Longe dos holofotes, Garbo manteve-se reservada, sem casar, e dedicou-se a imóveis e artes. Peças de sua vida passaram a adquirir valor histórico, com raras aparições públicas.

No final dos anos 1980, os rins passaram a falhar, o que a levou a deixar de caminhar. Garbo faleceu em 15 de abril de 1990, em hospital de Nova York, deixando um legado de mistério e talento.

Em 2012, alguns pertences pessoais da atriz foram leiloados. Em 2017, cartas escritas nas décadas de 1930 e 1940, relatando solidão em Hollywood, foram vendidas pela Sotheby’s.

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