- Greta Garbo nasceu em Estocolmo, em 18 de setembro de 1905, e teve a juventude marcada por dificuldades financeiras na família; ficou órfã do pai aos 13 anos e precisou abandonar a escola para cuidar dele.
- O talento foi descoberto por Mauritz Stiller, que a levou para a Suécia e a ajudou a adotar o sobrenome Garbo; em 1925 conseguiu contrato com a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) e mudou-se para os Estados Unidos.
- Seu primeiro filme americano, Laranjais em Flor (1926), a firmou como estrela de cinema mudo; a MGM assinou contrato de exclusividade e Garbo tornou-se o principal trunfo do estúdio.
- Com a transição para o cinema falado, estreou em Anna Christie (1930), promovido pelo slogan “Garbo fala!”, recebendo indicações ao Oscar; ao todo, foram quatro indicações ao maior prêmio do cinema e o Academy Honorary Award em 1955.
- Viveu na quase reclusão, acumulando fortuna estimada em mais de 55 milhões de dólares; aposentou-se após o filme Duas Vezes Meu e faleceu em Nova York, em 15 de abril de 1990; itens pessoais voltaram ao público em leilões e vendas ao longo dos anos.
Greta Garbo, ícone da Era de Ouro de Hollywood, morreu em 15 de abril de 1990, em Nova York, aos 84 anos. A atriz foi símbolo de glamour e mistério, com uma carreira marcada por interpretações de heroínas de personalidade marcante.
Nascida Greta Lovisa Gustafsson em 18 de setembro de 1905, em Estocolmo, Suécia, ela enfrentou dificuldades financeiras na infância. O pai era trabalhador braçal e a família enfrentou períodos de desemprego.
Aos 13 anos, Garbo deixou a escola para cuidar do pai adoentado, que faleceu dois anos depois. Ela conseguiu um emprego como vendedora e estourou num comercial que chamou a atenção para o seu talento.
Mauritz Stiller, diretor de cinema mudo da Suécia, descobriu Garbo e a convidou para atuar em A Lenda de Gosta Berling (1924). Ele ajudou a adotar o sobrenome Garbo e abriu caminho para seu contrato com a MGM em 1925.
Com 19 anos, Garbo mudou-se para os Estados Unidos para tentar a sorte em Hollywood. Logo se tornou estrela e, desde o início, manteve a vida pessoal fora dos holofotes, concedendo apenas uma entrevista nos EUA, em 1927.
Seu primeiro filme americano, Laranjais em Flor (1926), foi um sucesso. A performance da atriz em filmes mudos consolidou a MGM como estúdio, que a considerava seu maior trunfo.
Durante a década de 1920, Garbo brilhou em dramas românticos como A Mulher Divina, Mulher de Brio, A Dama Misteriosa e O Beijo. Reatly, contracenou várias vezes com John Gilbert, com quem teve relacionamento amplamente coberto pela imprensa.
Com a chegada do cinema falado, a MGM temeu pela continuidade de seu sucesso devido ao sotaque. Em 1930, Garbo estreou no som em Anna Christie, com o slogan Garbo fala. O filme gerou indicações ao Oscar.
Ainda em 1930, ela atuou em Romance, recebendo novas indicações ao Oscar de Melhor Atriz. Entre 1930 e 1939, destacaram-se filmes como Rainha Cristina, Anna Karenina, A Dama das Camélias e Ninotchka, que lhe renderam indicações adicionais ao prêmio.
Na década de 1930, a indústria sofreu com a Grande Depressão. Os filmes de Garbo tiveram menor retorno, levando-a a buscar reinventar-se, inclusive com mudanças contratuais com a MGM.
O último filme de Garbo foi Duas Vezes Meu. Depois desse período, ela se afastou do cinema e adotou vida reclusa, morando em Nova York, com fortuna estimada em mais de 55 milhões de dólares.
Longe dos holofotes, Garbo manteve-se reservada, sem casar, e dedicou-se a imóveis e artes. Peças de sua vida passaram a adquirir valor histórico, com raras aparições públicas.
No final dos anos 1980, os rins passaram a falhar, o que a levou a deixar de caminhar. Garbo faleceu em 15 de abril de 1990, em hospital de Nova York, deixando um legado de mistério e talento.
Em 2012, alguns pertences pessoais da atriz foram leiloados. Em 2017, cartas escritas nas décadas de 1930 e 1940, relatando solidão em Hollywood, foram vendidas pela Sotheby’s.
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