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Rio de Sangue leva Amazônia ao centro do cinema de ação brasileiro

Filme de ação gravado no Pará enfatiza a Amazônia no cinema brasileiro, com protagonismo feminino e tensão contínua

Giovanna Antonelli e Alice Wegmann em 'Rio de Sangue', que acaba de estrear nos cinemas — Foto: Divulgação
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  • O filme brasileiro Rio de Sangue, dirigido por Gustavo Bonafé e estrelado por Giovanna Antonelli e Alice Wegmann, foi rodado no Pará e chega aos cinemas em um momento de descentralização do cinema nacional.
  • A produção ocorreu principalmente em Santarém, com a ambientação amazônica definindo o ritmo, a estética e os conflitos da trama.
  • A protagonista Patrícia Trindade, policial afastada, volta à ação para resgatar a filha Luiza após um sequestro ligado a garimpeiros, em uma disputa que mistura ação e drama familiar.
  • A narrativa envolve também o olhar do indígena Mário (Fidélis Baniwa) e a participação da comunidade Munduruku, com a língua munduruku presente no filme e a presença da consultoria Val Munduruku.
  • O elenco ainda destaca Antonio Calloni e Sérgio Menezes, com coprodução e distribuição da Disney, e Bonafé busca ampliar o cinema de gênero brasileiro ao retratar a Amazônia sem exotificá-la.

O filme Rio de Sangue chega aos cinemas brasileiros após rodar no Pará, em Santarém, com produção da Intro Pictures e distribuição da Disney. A obra acompanha Patrícia Trindade, policial afastada e mãe dedicada, que volta à atuação para enfrentar o sequestro de sua filha durante uma operação que deu errado.

A produção destaca a Amazônia como cenário central, com cenas que exploram a beleza do Tapajós e a brutalidade do garimpo. A direção é de Gustavo Bonafé, que também integrou a narrativa ao criar cenas inusitadas no set para ampliar o impacto da história.

Giovanna Antonelli vive Patrícia; Alice Wegmann interpreta Luiza, a filha, enquanto Fidélis Baniwa dá rosto ao personagem Mário, que observa a floresta. A trama inclui a presença de Daniel Munduruku como escritor ativista e a participação da artes Munduruku e Munduruku Leusa, fortalecendo a presença indígena.

A equipe circulou por locações no Pará durante dois meses, com filmagens de ação diurnas e mergulhos em igarapés, além de uma aldeia Munduruku filmada com autorização local. O elenco também contou com Antonio Calloni e Sérgio Menezes.

A produção recebeu consultoria desde o roteiro da Val Munduruku, que indicou locais de filmagem. A presença de língua munduruku e a participação de atores indígenas reforçam o objetivo de representar a região sem exotificá-la, segundo o elenco.

O diretor destaca referências de ritmo com Sicário, de Denis Villeneuve, e afirma ter seguido um caminho próprio para a narrativa na Amazônia. O resultado é uma ação de alta intensidade que preserva um núcleo emocional fundamentado na relação entre Patrícia e Luiza.

Equilíbrio entre Amazônia e ação

O filme busca equilibrar paisagens exuberantes com a dureza da trama, sem abrir mão do coração da história. A fotografia de Kauê Zilli alterna entre a beleza natural e a tensão dos momentos de perseguição.

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