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Streaming chinês planeja que a maioria dos filmes seja feita com IA

iQIYI planeja que a maior parte de novos filmes seja produzida com IA nos próximos cinco anos, visando reduzir custos e acelerar a produção

iQIYI, maior plataforma de streaming da China — Foto: Divulgação
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  • A iQIYI quer que a maioria de seus filmes e séries novos seja produzida com inteligência artificial nos próximos cinco anos.
  • A estratégia, apresentada pelo CEO Gong Yu, envolve uso de IA em praticamente todas as etapas, do roteiro à renderização final, com ferramentas próprias e de parceiros como Alibaba, ByteDance e uma versão internacional baseada no Veo, do Google.
  • A empresa já testava IA generativa em 2024, e o plano amplia esse uso para reduzir custos e acelerar ciclos de produção.
  • A expansão ocorre em meio à pressão competitiva no streaming e ao surgimento de debates sobre qualidade, aceitação do público e direitos de imagem de atores.
  • A iQIYI não informou a parcela exata da produção que será automatizada nem a data de início visível no catálogo, mas deixa claro que a IA será central na estratégia de conteúdo.

A iQIYI, maior plataforma de streaming da China, projeta que a maioria de seus novos filmes e séries seja produzida com inteligência artificial nos próximos cinco anos. A meta foi anunciada pelo CEO Gong Yu durante apresentação interna da empresa.

A estratégia prevê o uso de IA em quase todas as etapas de produção, do roteiro à renderização final. A empresa pretende contar com ferramentas próprias e com modelos de terceiros, como Alibaba e ByteDance, além de uma versão internacional baseada no Veo, do Google.

Segundo a Bloomberg, a iQIYI já vinha testando IA generativa desde 2024, com resultados promissores. O novo plano amplia esse histórico, partindo de uma adoção gradual já em curso dentro da companhia.

O movimento ocorre em meio a pressões de mercado para reduzir custos, acelerar ciclos de produção e explorar formatos inovadores. A IA pode encurtar etapas onerosas, mas levanta dúvidas sobre qualidade e impactos criativos.

Especialistas citados destacam que a substituição completa de equipes criativas ainda enfrenta desafios de aceitação pelo público. A decisão da iQIYI reforça o ritmo competitivo entre plataformas digitais de entretenimento na China.

Executivos e analistas destacam que a implementação ampla da IA também envolve debates sobre direitos de imagem, remuneração e limites criativos. Relatórios apontam reações de veículos asiáticos a temas relacionados a atores gerados por IA.

A iQIYI não informou quando exatamente a automação terá efeito visível no catálogo nem qual parcela da produção será automatizada. O que ficou claro é a ambição de transformar a IA em elemento central da estratégia de conteúdo.

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