- A série documental sobre Ronaldinho Gaúcho chegou à Netflix em três episódios, revisitando a carreira do jogador, da ascensão ao auge.
- Três tópicos que não aparecem ou aparecem apenas superficialmente: a derrota do Barcelona para o Internacional no Mundial de Clubes de 2006; o momento de decepção para Ronaldinho e as especulações sobre vestir a camisa gremista; e as explicações sobre o episódio como um todo.
- A prisão no Paraguai, em 2020, por uso de passaportes falsos, é apenas parcialmente apresentada; o caso envolveu investigação de falsificação de documentos e resultou em detenção de 171 dias, acordo com a justiça e suspensão do processo em 2021.
- O documentário não aprofunda as atividades de Ronaldinho no universo digital, como criptomoedas, NFTs e parcerias com jogos no metaverso, incluindo a Ronaldinho Soccer Coin e o Atari Token.
- O projeto também cita a rede social lançada em 2016 pelo jogador, que não permanece ativa, e menciona movimentos recentes envolvendo criptomoedas, com a Ronaldinho Coin (STAR10) e variação de valor após o lançamento do documentário.
Ronaldinho Gaúcho ganhou uma série documental na Netflix que revisita a carreira do jogador, desde a ascensão no futebol até a consagração internacional. O formato traz entrevistas, imagens de arquivo e relatos de pessoas próximas, apresentando um retrato carismático do craque.
No entanto, o documentário deixa de fora ou aborda de forma superficial episódios relevantes da trajetória de Ronaldinho. Questões que ajudam a entender a complexidade da carreira aparecem apenas parcialmente, sem aprofundamento em alguns detalhes centrais.
A derrota para o Internacional no Mundial de Clubes de 2006
A final do Mundial de Clubes de 2006, em que o Internacional venceu o Barcelona por 1 a 0, não recebe tratamento mais elaborado na produção. Adriano Gabiru, reserva, marcou o gol gaúcho, num desfecho que marcou o futebol brasileiro diante de um gigante europeu.
Ronaldinho reconheceu, em entrevistas posteriores, que a derrota foi difícil de digerir, mesmo com o foco principal fora da competição. O momento ocorre em um período de frustrações para o craque, que já havia perdido a Copa do Mundo no mesmo ano. Ainda assim, o documentário não esclarece a “lenda urbana” envolvendo uma possível comemoração com a camisa do Grêmio.
A prisão no Paraguai e detalhes pouco explorados
O filme aborda de forma breve a prisão de Ronaldinho no Paraguai em 2020, sem apresentar o contexto completo da investigação. Ronaldinho e o irmão, Roberto Assis, foram detidos após entrarem no país com passaportes falsos, o que desencadeou uma investigação sobre falsificação de documentos.
A narrativa não explica o motivo da dupla possuir passaportes paraguaios, e o casal afirmou ter apenas recebido os documentos. Meses antes, os irmãos tinham passaportes brasileiros apreendidos por crime ambiental, e teriam fechado acordo para recebê-los posteriormente.
Criptomoedas, NFTs e rede social
O documentário não aborda iniciativas digitais envolvendo Ronaldinho, como criptomoedas, NFTs ou parcerias no metaverso. Entre os projetos, houve o lançamento da Ronaldinho Soccer Coin em 2018 e a promoção do Atari Token, que depois sofreu descontinuidade pela empresa.
A produção não detalha a participação de Ronaldinho em games e em uma rede social própria lançada em 2016, que ficou fora do roteiro. Em 2025, houve o retorno de Ronaldinho a temas cripto com o lançamento da Ronaldinho Coin, também conhecida como STAR10, cuja trajetória teve oscilações de valor.
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