- Ao todo, doze filmes não estadunidenses já venceram o Oscar de Melhor Filme em quase cem anos de premiação.
- O primeiro gringo indicado foi A Grande Ilusão, de 1937, mas não venceu.
- Hamlet, de 1948, do Reino Unido, foi o primeiro a vencer e também o primeiro a adaptar uma peça de Shakespeare; os britânicos somam dez vitórias até hoje.
- O Artista, de 2011, foi o primeiro longa não estadunidense e não britânico a levar Melhor Filme; é francês, mudo e em preto e branco, e ganhou cinco categorias.
- Parasita, de 2019, sul-coreano, é o primeiro vencedor de Melhor Filme em língua não inglesa, considerado a vitória mais revolucionária culturalmente.
Em quase 100 anos de premiação, apenas 12 filmes não estadunidenses venceram o Oscar de Melhor Filme. A trajetória mostra avanços, controvérsias e marcos culturais relevantes para o cinema mundial.
O primeiro indicado estrangeiro na categoria principal foi A Grande Ilusão, de 1937, mas não levou o troféu. Hamlet, em 1948, do Reino Unido, tornou-se o primeiro título não norte‑americano a vencer Melhor Filme, além de ser a primeira adaptação falada da obra de Shakespeare a conquistar o prêmio.
Desde então, o Reino Unido acumula 10 vitórias em Melhor Filme, com obras financiadas integralmente no país ou em coproduções. Entre os exemplos estão Carruagens de Fogo (1981), Quem Quer Ser um Milionário (2008) e O Discurso do Rei (2010), este último em parceria com a Austrália.
O Artista, de 2011, foi o primeiro filme não estadunidense a vencer Melhor Filme desde Hamlet, mas package de produção francês filmado em Los Angeles conta com elenco majoritariamente norte‑americano. O longa é mudo e em preto e branco, uma homenagem ao cinema clássico.
O marco mais revolucionário ocorreu em 2020 com Parasita, de sul-coreanos, o primeiro filme em língua não inglesa a faturar Melhor Filme. A vitória evidenciou uma mudança cultural significativa no Oscar, além de confirmar a importância de produções estrangeiras no cenário global.
- Pergunta enviada por Felipe, de Tucuruí (PA)
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