- Trailer de As Deep As The Grave viralizou ao recriar o ator Val Kilmer, que faleceu em abril de 2025, usando IA.
- A Academia estuda regulamentação sobre o uso da inteligência artificial em filmes para eventual inclusão de uma política, já que não há regras claras atualmente.
- Em Oscar de 2024, o filme O Brutalista gerou debate por uso de IA para diálogos e recursos visuais; organizadores disseram que a ferramenta não ajuda nem atrapalha as indicações, avaliando a presença humana na autoria criativa.
- No caso de As Deep As The Grave, a IA foi aplicada para criar o personagem de Kilmer do zero, já que o ator não participou das filmagens por problemas de saúde.
- O roteirista e diretor Coerte Voorhees disse que se recusou a substituir Kilmer, afirmando que o papel foi pensado para ele.
O trailer do filme As Deep As The Grave viralizou ao recriar de forma computacional o ator Val Kilmer, falecido em abril de 2025. A produção utiliza IA para criar o personagem do protagonista do zero, já que Kilmer não deixou cenas gravadas. O caso reacende o debate sobre a participação de obras com IA em premiações.
A repercussão chamou a atenção de especialistas e da imprensa especializada. A academia está revisando regras para eventualmente incluir uma política sobre o uso de IA, diante da ausência de diretrizes claras. A discussão surge após episódios envolvendo uso de tecnologia em cinema.
Além disso, a edição de 2024 do Oscar já havia trazido controvérsias sobre IA, quando um longa utilizou tecnologia para aprimorar diálogos e imagens. Na ocasião, a Academia afirmou que a ferramenta não determina a indicação, destacando a importância do papel humano na autoria criativa.
Regulamentação em estudo
A Variety afirma que a Academia avalia como medir a participação criativa humana em obras que utilizam IA. O objetivo é estabelecer critérios transparentes para o processo de escolha dos indicados e premiados, evitando distorções.
Em edição anterior, diretores e roteiristas apontaram que a tecnologia pode ser usada de maneiras que não substituem o talento humano, desde que haja clareza sobre autoria e autoria criativa. O debate segue em andamento entre estúdios, criadores e a própria instituição.
Impactos e próximos passos
Analistas costumam indicar que a regulamentação pode moldar futuras produções e a participação de atores digitais. A discussão envolve ética, direitos de imagem e compensação de talentos. A Academia deve divulgar diretrizes formais assim que houver consenso entre membros e comitês.
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