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Cinema de Ana Carolina, em retrospectiva, une provocação e inteligência

Retrospectiva da Cinemateca Brasileira revisita a trilogia da condição feminina de Ana Carolina, destacando provocação, humor e crítica social

O cinema de Ana Carolina
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  • Retrospectiva do cinema de Ana Carolina chega à Cinemateca Brasileira, com sessões abertas ao público de 22 a 30 de abril, em São Paulo, de graça.
  • A mostra destaca a trilogia da condição feminina: Mar de Rosas (1977), Das Tripas Coração (1982) e Sonho de Valsa (1987), além de enfatizar a evolução da diretora até Amélia (2000).
  • Outros filmes-chave: Gregório de Mattos (2003), A Primeira Missa ou Tristes Tropeços, Enganos e Urucum (2014) e Paixões Recorrentes (2022).
  • Síntese do trabalho: provocação, inteligência, onirismo e crítica social, com ênfase nas personagens femininas e nas performances do elenco.
  • A programação inclui ainda o documentário Nelson Pereira dos Santos Saúda o Povo e Pede Passagem (1978), reforçando a importância de Ana Carolina no cinema brasileiro.

A Cinemateca Brasileira inaugura, no dia 22 de abril, uma retrospectiva dedicada à obra da cineasta Ana Carolina. O conjunto reúne sete longas de ficção entre 1977 e 2022, além de curtas e um documentário, destacando uma visão que mescla provocação, inteligência e humor.

A mostra privilegia a chamada trilogia da condição feminina, que atravessa fases da produção brasileira. Em destaque estão Mar de Rosas (1977), Das Tripas Coração (1982) e Sonho de Valsa (1987), filmes que dialogam com crítica social, repetições lúdicas e performances fortes do elenco.

Mar de Rosas abre o ciclo com humor absurdo e situações inusitadas. O filme acompanha a trajetória de uma mulher que, ao cruzar o caminho de estranhos, vivencia episódios marcados pela sátira e pela crueldade romântica, em meio a uma estética enérgica.

Das Tripas Coração, de 1982, transita por um internato feminino onde a chegada de um novo professor provoca questionamentos de autoridade. O enredo dialoga com referências de Buñuel, sem copiá-lo, e reúne Dina Sfat, Xuxa Lopes e Myrian Muniz no elenco.

Sonho de Valsa, de 1987, é considerado a obra-prima da diretora em meio a um período de crise no cinema nacional. A protagonista atravessa dificuldades, mas a direção propõe uma narrativa ambiciosa, com diálogos e situações que exploram o lirismo.

Entre as obras da maturidade de Ana Carolina, destacam-se Amélia (2000), sobre a passagem de Sarah Bernhardt pelo Brasil em 1905, e Gregório de Mattos (2003), que aproxima a cineasta de referências do cinema autoral brasileiro. A produção recente inclui A Primeira Missa ou Tristes Tropeços, Enganos e Urucum (2014) e Paixões Recorrentes (2022).

A retrospectiva ainda reserva o documentário Nelson Pereira dos Santos Saúda o Povo e Pede Passagem (1978), registrado logo após Mar de Rosas, ampliando o panorama da cineasta. O conjunto, apresentado pela Cinemateca, oferece uma visão ampla da obra de Ana Carolina.

Retrospectiva Ana Carolina

Quando: de 22 a 30 de abril

Onde: Cinemateca Brasileira, São Paulo

Preço: grátis

Fonte: Cineteca Brasileira

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