- Documentário acompanha o frevo e a tristeza do Recife e Olinda sem carnaval de rua, causado pela pandemia de Covid-19, em dois anos consecutivos.
- Direção é de Bruno Mazzoco e Mariana Soares; o filme retrata o vazio das ruas durante as tentativas de retomar o carnaval.
- Estreia em 23 de setembro nos cinemas do Rio de Janeiro e de São Paulo, em cartazes no Espaço Petrobras de Cinema e no Cinesystem Frei Caneca, além de salas no Rio Sul, Via Parque e Madureira.
- O longa já foi exibido no Cine PE, onde ganhou o prêmio de Melhor Trilha Sonora, assinada por Diogo Felipe.
- As câmeras retornam a Olinda dois anos depois para acompanhar a preparação de um novo carnaval e a reação de foliões, bilheteiras e artistas locais.
A pandemia de Covid-19 colocou o frevo de Recife e Olinda de folga. O documentário O Ano em que o Frevo não foi pra rua registra a tristeza dos foliões, com foco no vazio das ruas durante dois carnavais consecutivos. A obra chega às telas com a proposta de mostrar a retomada do carnaval.
Dirigido por Bruno Mazzoco e Mariana Soares, o filme já havia sido premiado no Cine PE pela trilha sonora de Diogo Felipe. A produção acompanha Olinda dois anos após o início da pandemia e mostra a preparação para a volta da folia.
As primeiras sessões acontecem em São Paulo, no Espaço Petrobras de Cinema e no Cinesystem Frei Caneca. No Rio de Janeiro, os filmes ficam em cartaz no Kinoplex Rio Sul, Kinoplex Via Parque e Kinoplex Madureira. A distribuição apresenta o recorte regional da celebração.
O documentário teve início de produção em 2021, ainda durante o isolamento, com filmagens que capturaram o vazio das ruas. Ao longo de dois anos, a equipe permaneceu em Olinda para registrar a evolução até a retomada prevista do carnaval.
A narrativa enfatiza a sensação de melancolia entre foliões. Em meio às dificuldades, o registro mostra também a resiliência de quem trabalha nos bastidores, com vistas à volta da festa de rua.
Entre os relatos, a cantora Nena Queiroga, à frente de multidões do Galo da Madrugada por décadas, comenta o impacto emocional de não ter carnavales em anos de pandemia. A entrevista reforça o sentimento de ausência durante o período.
O filme destaca, ainda, a tensão entre desejo de retomar a tradicional folia e os cuidados sanitários necessários para evitar novos surtos. A produção propõe uma visão objetiva sobre o que mudou no carnaval após a pandemia.
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