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Por que levou anos para contar a história de Michael Jackson

Entre a relutância de Jackson em contar sua vida e controvérsias judiciais, o biopic sofreu adiamentos e reescritas até finalmente chegar às telas

Michael Jackson in 2009 in London
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  • O biográfico Michael termina em 1988, com Jackson em cena num show em Londres, deixando de fora o restante da vida e das acusações de abuso sexual que enfrentou.
  • Jackson temia contar toda a sua história, valorizando a privacidade e evitando se expor publicamente.
  • Hollywood foi relutante em trabalhar com ele, o que dificultou o desenvolvimento de filmes sobre sua vida.
  • Depois da morte dele, a empresa licenciadora investiu em outros projetos e a produção do filme levou anos para ganhar corpo, com o produtor Graham King envolvido há cerca de sete anos.
  • Um acordo de 1993 com o primeiro acusador levou a uma edição de última hora do filme, atenuando referências a esse caso e ajustando o foco para a relação com o pai, o que também gerou atrasos e custos adicionais.

The biopic Michael, centrada na vida de Michael Jackson, enfrentou mais de uma década de atraso para chegar às telas. O projeto, que cobre até 1988, ainda tem lacunas sobre os episódios posteriores da vida do artista.

Diversos fatores travaram a produção desde o primeiro anúncio, há cerca de quatro anos. Entre eles, a relutância de Jackson em expor detalhes íntimos, resistência de estúdios e disputas legais envolvendo a herança e acusações de abuso.

A equipe principal destaca que a história pública de Jackson sempre foi marcada por inseguranças sobre como retratar o artista sem deturpar a imagem nem expor pessoas envolvidas. O processo envolveu revisões e ajustes significativos.

Fatores-chave

O legado de Jackson no cinema foi limitado por sua própria preferência por privacidade. Em seus relatos, ele expressou desconforto com a exposição de sentimentos e pensamentos ao público.

A produção encontrou resistência de Hollywood para filmes estrelados pelo cantor, com relatos de receio sobre como exibir seu rosto e trajetória em telas grandes.

Após a morte de Jackson, a máquina de negócios ao redor de seu nome permaneceu ativa, com espetáculos, musicais e produtos associados, mas o filme próprio ficou em segundo plano por anos.

Controvérsias legais e ajustes finais

O documentário Leaving Neverland elevou dúvidas sobre a veracidade de acusações, contribuindo para cautela de estúdios. A HBO enfrentou processo movido pela família de Jackson, com desfecho arbitral.

Um acordo de 1993 com um ex-acusador impôs cláusulas que, na prática, impediram referências ao caso no roteiro. O elenco e a história passaram por reescritas para evitar esse conteúdo.

A produção também enfrentou contratempos logísticos, incluindo um incêndio que atingiu a residência do roteirista John Logan, impactando as revisões do desfecho.

O filme passou por últimos ajustes de edição, com estimativas de custo elevadas, antes de chegar a um desfecho que privilegia a relação entre Michael e o pai, Joseph, em vez de focar apenas nas acusações.

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