- Val Kilmer teve a imagem recriada digitalmente por IA para o filme As Deep as the Grave após sua morte, com autorização da família, incluindo Mercedes Kilmer.
- O diretor Coerte Voorhees usou IA generativa para montar a atuação, originalmente destinada ao papel do padre Fintan.
- A Academia ainda não definiu uma política clara sobre IA em indicações, ampliando as dúvidas após polêmicas recentes como O Brutalista.
- O SAG-AFTRA sustenta que performances inteiramente geradas por IA são inelegíveis; trabalhos com IA podem concorrer desde que haja consentimento do ator.
- Outros orgãos vêm ajustando regras: Recording Academy permite IA com participação humana, Television Academy exige transparência e BAFTA tem desencorajado o uso em algumas categorias; Globo de Ouro e Critics Choice ainda não têm diretrizes firmes. Fonte: Variety.
A atuação criada por inteligência artificial a partir de arquivos de Val Kilmer foi utilizada para compor cenas do filme As Deep as the Grave, mesmo após a morte do ator em 2025. O diretor Coerte Voorhees dirigiu a reconstituição com autorização da família, incluindo a filha Mercedes Kilmer. O caso reacende o debate sobre IA no cinema.
Kilmer deveria interpretar o padre Fintan, mas não houve filmagens por conta de câncer de garganta. Em vez disso, a produção utilizou IA generativa para reconstruir a atuação, seguindo consentimento familiar. A repercussão envolve normas e possibilidades de premiação.
A Academia ainda não definiu uma política clara sobre IA. Em polêmicas recentes, como O Brutalista, a entidade disse que IA não ajuda nem prejudica uma indicação, mantendo o foco no grau de autoria humana. A dúvida persiste sobre o que é considerado humano.
Posições de entidades e impactos
SAG-AFTRA estabelece que performances inteiramente geradas por IA são inelegíveis, enquanto trabalhos com uso parcial podem concorrer com consentimento do ator. No caso de Kilmer, o consentimento existe, mas a extensão da reconstrução digital ainda é questionada.
Outras entidades atuam de forma similar. A Recording Academy permite IA apenas com participação humana relevante; a Television Academy exige transparência no uso da tecnologia. O BAFTA tem desencorajado o uso em certas categorias. O debate envolve ainda Globo de Ouro e Critics Choice, em busca de diretrizes.
A indústria aguarda respostas sobre o que define autoria e elegibilidade em IA. Executivos estimam que conteúdos com IA possam representar entre 10% e 30% do audiovisual nos próximos anos, elevando a pressão por regras claras. Fonte: Variety
Entre na conversa da comunidade