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Beaches: musical da Broadway inspirado nos anos 80 é melodramático

Beaches musical falha em reproduzir o filme; atuação de Jessica Vosk sustenta espetáculo, enquanto música e encenação deixam versão de Broadway aquém do original

Jessica Vosk and Kelli Barrett in Beaches.
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  • Beaches, adaptação musical da comédia dramática de 1988, estreou no Majestic Theatre, em Nova York, após longos atrasos e reformulações; o show ainda não chegou ao auge.
  • A atriz Jessica Vosk interpreta Cee Cee Bloom, com Samantha Schwartz como a versão mais jovem; o desempenho de Vosk é o destaque da produção.
  • A trilha sonora é de Mike Stoller, com músicas originais pouco marcantes; a única canção do filme integrada ao musical é Wind Beneath My Wings.
  • A peça pouco explora o potencial de grande número de elenco e aposta em recursos visuais, com cenário que utiliza extensivamente projeção digital.
  • A crítica aponta que o espetáculo funciona mais como uma homenagem a Bette Midler do que como um musical de Broadway completo, mesmo com elevação proporcionada pela atuação de Vosk.

Beaches ganha versão musical em Broadway, mas falha em convencer. O espetáculo estreou no Majestic Theatre, em Nova York, com a atriz Jessica Vosk assumindo o papel inspirado em Bette Midler. A produção levou 12 anos desde a ideia inicial em 2014 e chega já reformulada.

O musical segue a linha da história do filme original, centrada na amizade entre duas mulheres. No entanto, a encenação aponta para novidades menos impactantes que o filme, mantendo a maior parte do peso em vocais da protagonista. A trilha é assinada por Mike Stoller, veterano da indústria.

Vosk destaca-se ao longo do show, levando o elenco a elevar o nível em momentos-chave. Samantha Schwartz, como a versão jovem de Cee Cee, também recebe elogios pela energia cênica. Washington de elenco não chega a sustentar a reposição de energia do espetáculo.

A obra não reutiliza as músicas do filme, exceto Wind Beneath My Wings. A lista de canções inclui títulos como Show the World Who You Are e The Brand New Me, que não ficam gravados. A ausência de Oh Industry é notada pelo público que esperava esse número.

Os cenários, de James Noone, utilizam projeções digitais de forma dominante. O efeito cria uma leitura fria da história, longe da tentativa de tom sentimental esperado. Apenas duas pilhas de areia simulam o ambiente praiano.

A direção fica entre Lonny Price e Matt Cowart, que entregam momentos cômicos rápidos, porém sem construir a dramaticidade necessária ao clímax emocional. O enredo envolve doença de Bertie e o dilema sobre o futuro da filha da dupla.

O impacto emocional depende mais da memória do filme do que do próprio musical. A crítica aponta que a produção não alcança o equilíbrio entre tributo a Midler e atualização necessária para o palco.

Conclusão não é distinta na crítica. A peça funciona como homenagem à estrela, destacando a presença de Vosk. Ainda assim, o conjunto não satisfaz plenamente a expectativa de uma adaptação definitiva para Broadway.

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