- John Cameron Mitchell, de sessenta e três anos, é lembrado por Hedwig and the Angry Inch e comenta o impacto do musical na Broadway e seu status de culto, além de ter dirigido e estrelado o filme de 2001.
- Este ano marca o aniversário de vinte e cinco anos de Hedwig; Mitchell volta aos palcos de Oh, Mary!, no Lyceum Theatre, em Nova York, até 26 de abril, com turnê mundial planejada para o fim de 2026.
- Oh, Mary! nasceu Off-Broadway, virou sucesso em Broadway, e ganhou West End. Entre as intérpretes que já passaram estão Jinkx Monsoon, Jane Krakowski, Titus Burgess e Maya Rudolph, que estreia na Broadway nesta primavera; Mitchell participa nesta temporada.
- Mitchell destaca paralelos entre Hedwig e Oh, Mary!, ambas personagens femininas irritadas e que buscam espaço, com Hedwig sendo mais queer e Mary, uma peça gay.
- O ator comenta a longevidade de Hedwig, afirmando que a força está na descoberta gradual e na comunidade de fãs; a obra teve origem na tradição teatral de drag e inspirações em Little Richard, Sister Rosetta Tharpe e David Bowie.
John Cameron Mitchell, ícone de Broadway e criador de Hedwig and the Angry Inch, revisita a cena musical em um momento de reverência ao seu legado. Aos 63 anos, ele fala sobre a energia punk que inspira o teatro moderno, seu papel em Oh, Mary! e por que Hedwig continua sendo um clássico cult.
O artista está atualmente nos bastidores do Lyceum Theatre, em Nova York, preparando a apresentação de Oh, Mary!, peça de Cole Escola que ganhou público desde Off-Broadway e ganhou espaço em West End. Mitchell participa até 26 de abril, antes de Maya Rudolph assumir o papel no retorno prevista para a Broadway.
O histórico de Hedwig orienta a leitura do momento. Mitchell reitera que, no início, Broadway não foi receptiva à obra, marcada por temas queer e estética punk. O 25º aniversário de Hedwig é celebrado com uma turnê de exibição que incluiu cidades como Pittsburgh e uma ampliação para produções internacionais, incluindo a China.
Legado de Hedwig
A relação entre Hedwig e Oh, Mary! revela uma conexão criativa entre versões da mesma pulsação teatral. Mitchell destaca que ambas as protagonistas compartilham raiva e ambição, além de buscar reconhecimento em meio a situações de exclusão. A percepção de Hedwig como personagem que acolhe diversas interpretações reforça a continuidade de novas leituras na Broadway.
A conversa também ressalta a origem histórica do estilo performático, com referências a tradições de teatro drag e a influências de artistas como Little Richard, Sister Rosetta Tharpe e David Bowie. O ator destaca a ideia de o teatro ser uma espécie de igreja para ele, com Hedwig e Mary atuando como figuras desafiadoras e transformadoras.
Retorno e futuro no palco
Mitchell comenta a decisão de retornar ao palco com Oh, Mary! após observar a atuação de colegas como Jinkx Monsoon. O processo evidencia a natureza colaborativa do elenco, com MorMonsoon, Mason Alexander Park e outros nomes que já passaram pela produção. A intenção é manter a peça relevante, com novas interpretações a cada passagem de elenco.
Segundo ele, a difusão internacional de Hedwig — com apresentações contínuas ao redor do mundo — reforça a presença duradoura da obra na cultura teatral. A publicação de cada produção busca preservar a essência, ao mesmo tempo em que permite experimentações de diferentes artistas.
Entre na conversa da comunidade