- O filme Papagaios, dirigido por Douglas Soares, estreou após conquistar quatro Kikitos no Festival de Gramado, incluindo melhor filme na votação popular, com destaque para a atuação de Gero Camilo que levou o prêmio de melhor ator.
- A história acontece em Curicica, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, longe dos clichês turísticos da cidade.
- O protagonista Tunico, papagaio de pirata, atua em enterros de políticos e celebridades, buscando ângulos para aparecer nas câmeras com seu métier.
- A trama se passa em uma época indefinida, sugerindo o começo da popularização de celulares no Brasil, com um tom vintage e ternos discretos.
- Papagaios funciona como thriller com humor negro, envolvendo um mestre e seu jovem ajudante, Beto, em tensão que lembra influências de O Rei da Comédia, Taxi Driver e A Malvada; Leo Jaime tem participação breve.
Papagaios, filme de Douglas Soares, estreia hoje. O longa foi premiado no Festival de Gramado no ano passado, com quatro Kikitos, incluindo melhor filme na votação popular e uma atuação de destaque de Gero Camilo. A obra surge como ficção a partir de uma produção de documentário.
A história se passa em Curicica, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, longe dos cartões-postais. O protagonista Tunico, interpretado por Gero Camilo, é um papagaio de pirata que observa atentamente a vida pública, incluindo figuras políticas e celebridades.
A narrativa sugere uma tensão entre tradição e modernidade, com tom de thriller e humor negro. O jovem Beto, interpretado por Ruan Aguiar, funciona como aprendiz e amplia a relação mestre-discípulo, em meio a uma atmosfera vintage que remete ao início da era dos celulares.
Trama, ritmo e referências
O filme se distingue pela ambiência e pela sutileza, evitando explicações rápidas. A direção de Soares recorre a camadas e a uma figura ambígua de Camilo, que sustenta a tensão dramática sem recorrer ao didatismo.
O elenco inclui ainda Leo Jaime, em participação marcante, e oferece uma leitura que privilegia o pensamento do espectador. A obra é descrita como fora da curva, com suspense que se constrói no vascular entre o previsível e o inesperado.
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