- A cinebiografia Michael, com Jaafar Jackson no papel principal e dirigida por Antoine Fuqua, removeu todas as referências às acusações de abuso sexual infantil contra Michael Jackson devido a um acordo extrajudicial de 1993.
- Em 1993, o cantor fechou um acordo de US$ 25 milhões com a família de Jordan Chandler, com cláusão que proibiu mencionar ou dramatizar a acusação em qualquer cinebiografia.
- A produção só descobriu a existência da cláusula após as filmagens terem começado, levando a reestruturação do final e vários atrasos.
- A ideia original era iniciar no ano de 1993 com um gancho em In Media Res e depois mostrar a história desde o início, mas o filme encerra na era da turnê Bad.
- O filme recebeu críticas mistas; algumas avaliações apontaram que, apesar da qualidade musical, a biografia não é fiel aos fatos, com controvérsia sobre como retrataram as acusações.
Michael, cinebiografia de Michael Jackson atualmente em cartaz, passa por mudanças relevantes antes de sua estreia em tela. O filme, dirigido por Antoine Fuqua e estrelado por Jaafar Jackson, não aborda algumas controvérsias ligadas ao astro, incluindo acusações de abuso sexual infantil feitas no início dos anos 1990. Decisões de edição retiraram cenas envolvendo esse tema, bem como participação de Janet Jackson e Diana Ross.
A adaptação foi reescrita após a descoberta de uma cláusula de um acordo extrajudicial assinado em 1993 entre Michael Jackson e a família de Jordan Chandler, antigo acusador. O acordo, no valor de 25 milhões de dólares, impedia qualquer menção ou dramatização das acusações em cinebiografias sobre o cantor.
O texto final do longa, segundo fontes, evita o foco no escândalo de 1993. Originalmente, a produção pretendia iniciar a narrativa com os relatos da época e avançar para o período de 1990, mas o entendimento legal exigiu a mudança. O filme encerra-se durante a era de Bad, sem retratar o desdobramento completo das acusações.
Contexto do acordo de 1993
Em 1993, o acordo financeiro entre a família Chandler e Michael Jackson visava encerrar o caso de forma extrajudicial. O entendimento estipulava que a situação não poderia ser mencionada ou dramatizada em obras biográficas do artista.
Repercussões na produção
A cláusula restritiva foi descoberta apenas após o início das filmagens, o que levou a mudanças no roteiro e no final do filme. A equipe avaliou impactos no tom e na linha temporal, gerando atrasos na produção.
Reações e críticas
Diferentes veículos de imprensa destacaram a tensão entre veracidade histórica e interesses legais. Críticos questionam a ausência de aspectos controversos na cinebiografia, enquanto parte do público reage ao estilo da obra. O documentário Deixando Neverland também gerou críticas sobre o retrato de Jackson.
Entre na conversa da comunidade