- Filme francês Gugusse e o Autômato, dirigido por Georges Méliès, tem 45 segundos e foi lançado em 1897.
- A obra foi redescoberta por acaso na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, entre relíquias da família de um professor aposentado.
- O curta mostra um “robô primitivo” de aparência de palhaço que ganha vida, cresce e se volta contra o criador.
- Considerado possivelmente o primeiro registro de robô na história do cinema, ele depende de películas de nitrato, altamente inflamáveis e frágeis.
- A descoberta gera reflexão sobre a influência de ideias antigas na ficção científica atual e sobre a perda de muitas obras de Méliès ao longo do tempo.
O que aconteceu: o curta Gugusse e o Autômato, dirigido por Georges Méliès em 1897, foi redescoberto entre relíquias de família na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. A descoberta ocorreu quase 130 anos após o lançamento.
Quem está envolvido: a obra é uma produção do cineasta francês Méliès, figura pioneira do cinema. Especialistas analisaram rolos guardados por um professor aposentado, que preservou parte da memória familiar ligada à sétima arte.
Quando e onde: o filme foi lançado em 1897, numa época em que o termo robô ainda nem existia. A pacífica busca por material antigo levou à identificação do curto na coleção norte-americana, destacando a circulação internacional de obras.
Como e por quê: o relato mostra um robô de aparência de palhaço que ganha vida durante uma mágica e se volta contra o criador. A peça é vista como possível registro mais antigo de representações robóticas no cinema, antes mesmo do vocabulário específico.
Desdobramentos: a redescoberta ressalta o papel de filmes de nitrato, raros e frágeis, na história audiovisual. Acredita-se que grande parte da filmografia de Méliès tenha desaparecido com o tempo, tornando este achado ainda mais relevante para a história do cinema.
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