- Taís Araujo estreia seu primeiro solo, intitulado Mudando de Pele, em apresentação aberta nesta quinta-feira, 23.04, no Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro, com temporada prevista em São Paulo.
- O espetáculo é dirigido por Yara de Novaes, baseado em texto da autora inglesa Amanda Wilkin, com roteiro apresentado pela atriz em cenário de concerto e dramaturgia contemporânea.
- Taís divide o palco com Dani Nega, na direção musical, e Layla, que toca ao vivo instrumentos como a kora africana, sinalizando um formato de solo coletivo.
- A atriz interpreta três personagens diferentes — Mayah, Mildred e Kemi — oferecendo passagem entre gerações e explorando temas de identidade, adaptação e autonomia.
- O projeto reforça a ideia de que o grupo de música e artes amplia o conceito de “solo”, segundo Taís, destacando a colaboração como parte essencial da performance.
Taís Araujo faz estreia de seu primeiro solo teatral com Mudando de Pele, espetáculo dirigido por Yara de Novaes. A estreia ocorre nesta quinta-feira (23.04) no Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro, com temporada prevista em São Paulo posteriormente. Baseado em texto da autora Amanda Wilkin, o espetáculo combine atuação com musicalidade ao vivo.
Atração principal, Taís divide a cena com Dani Nega, que assina a direção musical, e Layla, que executa instrumentos como a kora africana. A ideia de um “solo” ganhou contornos de trabalho coletivo, com a presença das duas musicistas, segundo a atriz. O projeto foi apresentado como um duo de artistas no palco.
Arahú busca em Mudando de Pele uma dramaturgia contemporânea sobre mudanças pessoais, sem centramento na dor, explorando a adaptação que leva ao desconhecimento de si. Taís descreve o enredo como humor contido que revela questões da vida cotidiana e a relação com o mercado cultural.
Em cena, Taís vive Mayah, uma mulher quase aos 40 que rompe com velhos acordos para buscar a própria identidade. Acompanham-na Mildred, uma senhora jamaicana de 90 anos, e Kemi, uma jovem que reivindica existência. Taís executa todos os papéis, transitando entre gerações e timbres vocais.
O desafio técnico envolve manter três personas distintas com variações de voz e corpo. A atriz enfatiza a importância da transição entre personagens e das nuances que cada passagem exige para atravessar gerações ao longo da narrativa.
Yara de Novaes dirige o elenco com olhar contemporâneo e forte viés político-cultural. A diretora é reconhecida por trabalhos premiados e pela visão de palco que alia técnica, sensibilidade e pesquisa. Taís revela uma relação de parceria marcada por transformação e aprendizado mútuo.
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