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Diretor explica por que ‘Deixando Neverland’ saiu da HBO

Diretor afirma que acordo de 1990 entre Michael Jackson e HBO levou à retirada de Deixando Neverland, com possível relançamento após o término da licença

Diretor de 'Deixando Neverland' afirma que acordo de Michael Jackson com a HBO nos anos 1990 levou à exclusão do documentário das plataformas da emissora
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  • Deixando Neverland não está mais disponível na HBO, após um acordo entre o espólio de Michael Jackson e a emissora nos anos noventa.
  • O diretor Dan Reed afirmou que, em mil novecentos e noventa e dois, a HBO assinou contrato para exibir um show em Budapeste e houve uma cláusula de não-difamação que influenciou a retirada do documentário.
  • Segundo Reed, o espólio convenceu a HBO a fechar um acordo amigável, levando ao recolhimento do título após seis anos no catálogo.
  • A licença de exibição da HBO vence em dois mil e vinte e nove, o que pode permitir que o documentário seja revendido para outras plataformas no futuro.
  • A sequência Deixando Neverland 2: Sobrevivendo a Michael Jackson foi lançada no YouTube em dois mil e vinte e cinco, de forma considerada insatisfatória pelo diretor.

O documentário Deixando Neverland, que analisa as acusações de pedofilia contra Michael Jackson, deixou de estar disponível na HBO. O filme, dirigido por Dan Reed, saiu do catálogo após um acordo alegadamente firmado entre Jackson e a emissora nos anos 1990.

Segundo o diretor, o contrato de 1992 previa transmissão de um show em Budapeste e continha uma cláusula de não difamação. O espólio do cantor teria acionado essa cláusula antes do lançamento de Michael, a cinebiografia de 2024, levando à retirada do título da HBO após seis anos no streaming.

Reed sustenta que, apesar da exclusão da HBO, o documentário pode retornar a outras plataformas, já que a licença de exibição da HBO vale até 2029. Ele também aponta a insatisfação com a forma como a sequência de 2025 foi lançada no YouTube.

O diretor criticou a condução da produção Michael e citou que houve descontentamento com a participação de Antoine Fuqua entre os envolvidos. Reed afirmou que o filme envolve interesses financeiros ligados ao espólio e aos retratados, sem que haja clareza sobre o benefício aos acusados ou às vítimas.

Sobre as mudanças de versão apresentadas por Wade Robson e James Safechuck, Reed disse que Robson não conseguiria mais defender o seu ex-protetor, o que motivou alterações na narrativa. Ele contou ainda que recebeu ameaças de fãs, associadas ao que chamou de pressão de apoio ao cantor.

Reed relatou que mantém contato com Robson e Safechuck e planeja um terceiro ato para o projeto, abordando o julgamento esperado após as acusações do documentário. O cineasta ressaltou o impacto pessoal das revelações para as testemunhas envolvidas.

A obra original foi lançada pela HBO em 2019, nove anos após a morte de Jackson, e reacendeu debates sobre as acusações de abuso. A sequência de 2025 está disponível no YouTube, enquanto Michael, a cinebiografia de Jaafar Jackson, continua em cartaz no Brasil.

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