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Diretor compara corte de abuso infantil em Michael com filme de Will Smith

Fuqua compara refilmagens de Michael ao impacto do incidente com Will Smith em Emancipation; custo entre dez e quinze milhões e reforço do foco em Michael Jackson

Jaafar Jackson como o tio, Michael Jackson (1958-2009), em cena de 'Michael'; Will Smith no set de 'Emancipation' (2022)
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  • O cineasta Antoine Fuqua comentou novamente as refilmagens de Michael, comparando o caso aos lançamentos de Emancipation, filme de Will Smith lançado após o episódio de agressão no Oscar.
  • Emancipation foi filmado antes da polêmica, mas estreou no mesmo contexto de turbulência envolvendo o Oscar, segundo Fuqua.
  • Segundo a Variety, Michael deveria ter um grande capítulo dedicado à acusação de abuso sexual infantil feita por Jordan Chandler, hoje com 13 anos na época.
  • O caso acabou em um acordo de US$ 23 milhões, que impedia que a vítima fosse mencionada em projetos cinematográficos — uma regra que a produção de Michael violou.
  • Os administradores do espólio determinaram refilmagens, arcando com custos estimados entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões, para retomar o foco em Michael Jackson.

Antoine Fuqua voltou a comentar as refilmagens de Michael, a cinebiografia de Michael Jackson. Ele compara o capítulo em que o ator é acusado de abuso infantil aos impactos do filme Emancipation, de Will Smith, lançado após o incidente no Oscar.

O diretor contou que estava próximo de entregar o corte final ao estúdio quando Will Smith agrediu Chris Rock, em março de 2022. A situação gerou temores de que Michael fosse descartado, o que se repetiu com Emancipation ao redor da polêmica.

Segundo a Variety, Michael teria um grande segmento dedicado à acusação feita por Jordan Chandler, aos 13 anos na época. O caso resultou num acordo bilionário que exigia que a vítima não fosse mencionada em produções, falha que o espólio reconheceu tarde demais.

Os administradores do espólio ordenaram refilmagens, arcando com custos estimados entre 10 milhões e 15 milhões de dólares. Fuqua afirmou que o processo foi desafiador, com várias reuniões entre produtor, roteirista e a direção.

O cineasta disse que a conclusão foi simples: o filme precisa mostrar quem era Michael no palco. Assim, a equipe decidiu recomeçar a obra para entregar uma imagem mais fiel do artista.

Michael Jackson enfrentou diversas acusações de abuso ao longo da vida, algumas resolvidas por acordos financeiros e outras não comprovadas em juízo. O conteúdo reflete disputas complexas entre memória pública e processos legais.

A produção atual enfatiza o período em que Jackson se apresentava ao vivo, buscando equilíbrio entre controvérsias e a figura do astro. Fuqua destacou a importância de retratar o artista sem desconsiderar o contexto.

Contexto das refilmagens

O processo de regravação envolveu ajustes significativos no roteiro e nas cenas, com foco no desempenho de Jackson no palco e na percepção pública da celebridade.

Desdobramentos e financiamento

Além dos custos adicionais, o filme segue os impactos de acordos judiciais e de imagem, que moldaram a produção e a comunicação da obra ao público.

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