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Televisão dos EUA vê império em risco com avanço global do streaming

Streaming global desafia o domínio da TV americana, afastando audiência de canais tradicionais e levando a mudanças nas regras de premiações

Ilustração que mistura a bandeira dos Estados Unidos e fotos das séries 'Lupin', 'One Piece' e um retrato do comediante Jimmy Kimmel - Silvis
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  • A indústria de televisão dos EUA enfrenta crise: queda de audiência e de investimentos, com o streaming global ganhando cada vez mais espaço.
  • Programas tradicionais, como The Late Show, da CBS, devem encerrar, e Stephen Colbert pode ficar sem vaga na emissora; o tema está ligado a prejuízos financeiros.
  • Conteúdos de fora dos EUA ajudam a ampliar o domínio do streaming, com séries como Round Six na Netflix e outras como Lupin e La Casa de Papel alcançando sucesso internacional.
  • Dados da Nielsen apontam que o streaming já representa metade do consumo de TV nos EUA, com 47% da audiência, enquanto a TV linear recuou 1,8% entre março de 2025 e janeiro de 2026.
  • O streaming impulsiona mudanças na indústria, inclusive nas regras do Emmy e em formatos como minissérie/antologia, além de novas produções que misturam estilos globais, como One Piece e Xógum.

O domínio de canais tradicionais em inglês enfrenta pressão por streaming global. Em meio à queda de audiência e de publicidade, emissoras enfrentam conflitos com figuras públicas, como Donald Trump.

O fim de programas de peso, como The Late Show, e a suspensão de Jimmy Kimmel ilustram a crise da TV aberta. A indústria argumenta que a redução de custos justifica a mudança de modelo para plataformas digitais.

A transmissão tradicional virou alvo de competição com produções internacionais, disponíveis em várias plataformas. Séries sul-coreanas, alemãs, francesas e espanholas alcançam grandes audiências em serviços de streaming globais.

Streaming como motor de mudança

Dados da Nielsen indicam que o streaming já representa metade do consumo de TV nos EUA, com 47% da audiência. A TV linear registrou queda de participação entre março de 2025 e janeiro de 2026.

A publicidade migra para serviços digitais, com a publicidade em TV tradicional recuando. A Mondelez reduziu gastos com TV nos EUA em quase um terço entre 2021 e 2024, segundo o The Wall Street Journal.

Essas mudanças refletem pressões de custo e escolhas estratégicas. Especialistas destacam que plataformas recorrem a conteúdos internacionais para equilibrar investimentos e reduzir dependência de Hollywood.

Repercussões e ajustamentos da indústria

O Emmy teve de adaptar suas regras para acompanhar o mercado, abrindo espaço a formatos fora do modelo tradicional. Minisséries e antologias ganharam peso sob a categoria apropriada.

Produções de streaming também exploram novas fórmulas narrativas, com séries que conciliam elementos de diferentes culturas. Exemplos incluem títulos que mesclam estética ocidental e referências de outros países.

Profissionais destacam que o equilíbrio entre conteúdos locais e internacionais ainda depende de estratégias de algoritmo e de incentivos fiscais. O cenário aponta para uma indústria em transformação, não para um simples declínio.

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