- O Diabo Veste Prada 2 chega vinte anos após o original e funciona mais como celebração da moda do que como sequência convencional.
- O filme reúne várias celebridades fashion, com destaque para a participação de Lady Gaga na parte final, em Milão.
- A narrativa foi atualizada para o mundo ultraconectado de hoje, com diálogos que comparam a vida digital de 2006 com a de 2026.
- A atuação de Meryl Streep permanece marcante, enquanto Anne Hathaway não repete o vigor do primeiro filme.
- O romance no roteiro é fraco e as mudanças de rumo não surpreendem; quem espera apenas roupas e celebridades pode gostar, mas sem ganhar em substância.
O Diabo Veste Prada 2 chega exatamente vinte anos após o sucesso do filme original, em meio a uma temporada de celebridades em tela. O novo longa não mira apenas contar uma história, mas celebrar moda, com cenas que valorizam figurinos e nomes da cultura pop. A sequência surge como uma vitrine de fashionismo, em vez de uma simples continuação.
A trama reaparece em Milão, durante um megadesfile que serve como ápote da narrativa. As aparições de designers, modelos, socialites e figuras da realeza europeia são parte da proposta. As cenas finais destacam o desfile como ponto alto da produção, onde o glamour recebe tratamento de evento.
Entre os protagonistas, Meryl Streep retorna com a personagem Miranda, mantendo a aura de papel que marcou a original. Anne Hathaway retorna como Andy, porém o elenco aponta que o desempenho não alcança o mesmo vigor do primeiro filme. Stanley Tucci reprisa papel de apoio com presença marcante.
Cenários modernos são incorporados ao roteiro, que compara a vida digital de 2006 com o cotidiano atual, movido por telas e redes sociais. A direção apresenta uma visão atualizada do mundo da moda, mantendo o tom de comédia leve que caracteriza a franquia.
A reação inicial aponta para o encanto visual, com roupas e momentos de destaque cênico. No entanto, o filme é visto como menos sólido na construção de romance e de arco narrativo. Restam, para parte do público, as altas apostas de celebridades e a vitrine fashion.
Despenda a leitura com a certeza de que, independentemente do rótulo, o longa entrega o esperado: estilo e celebração de moda. O que prevalece é a elasticidade do universo fashion em tela, não uma ambição de renovação dramática.
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