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O Diabo Veste Prada 2 tem narrativa fraca e vira vitrine de celebridades

Sequência celebra moda e celebridades em megadesfile, mas falha na narrativa, ampliando a visibilidade do universo digital

Meryl Streep e Anne Hathaway em cena do filme 'O Diabo Veste Prada 2', de David Frankel
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  • O Diabo Veste Prada 2 chega vinte anos após o original e funciona mais como celebração da moda do que como sequência convencional.
  • O filme reúne várias celebridades fashion, com destaque para a participação de Lady Gaga na parte final, em Milão.
  • A narrativa foi atualizada para o mundo ultraconectado de hoje, com diálogos que comparam a vida digital de 2006 com a de 2026.
  • A atuação de Meryl Streep permanece marcante, enquanto Anne Hathaway não repete o vigor do primeiro filme.
  • O romance no roteiro é fraco e as mudanças de rumo não surpreendem; quem espera apenas roupas e celebridades pode gostar, mas sem ganhar em substância.

O Diabo Veste Prada 2 chega exatamente vinte anos após o sucesso do filme original, em meio a uma temporada de celebridades em tela. O novo longa não mira apenas contar uma história, mas celebrar moda, com cenas que valorizam figurinos e nomes da cultura pop. A sequência surge como uma vitrine de fashionismo, em vez de uma simples continuação.

A trama reaparece em Milão, durante um megadesfile que serve como ápote da narrativa. As aparições de designers, modelos, socialites e figuras da realeza europeia são parte da proposta. As cenas finais destacam o desfile como ponto alto da produção, onde o glamour recebe tratamento de evento.

Entre os protagonistas, Meryl Streep retorna com a personagem Miranda, mantendo a aura de papel que marcou a original. Anne Hathaway retorna como Andy, porém o elenco aponta que o desempenho não alcança o mesmo vigor do primeiro filme. Stanley Tucci reprisa papel de apoio com presença marcante.

Cenários modernos são incorporados ao roteiro, que compara a vida digital de 2006 com o cotidiano atual, movido por telas e redes sociais. A direção apresenta uma visão atualizada do mundo da moda, mantendo o tom de comédia leve que caracteriza a franquia.

A reação inicial aponta para o encanto visual, com roupas e momentos de destaque cênico. No entanto, o filme é visto como menos sólido na construção de romance e de arco narrativo. Restam, para parte do público, as altas apostas de celebridades e a vitrine fashion.

Despenda a leitura com a certeza de que, independentemente do rótulo, o longa entrega o esperado: estilo e celebração de moda. O que prevalece é a elasticidade do universo fashion em tela, não uma ambição de renovação dramática.

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