Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Luisa Lima: seis anos dentro de ‘Os Outros’

Mudança de ambiente da série, do Rio para o interior, expõe intolerância social e transforma personagens e quem observa

Luisa Lima — Foto: Divulgação
0:00
Carregando...
0:00
  • Luisa Lima é diretora artística de Os Outros, cuja terceira temporada estreou no Globoplay, levando a história do Rio para uma comunidade serrana no interior, onde Cibele e Marcinho tentam recomeçar após fugir com o dinheiro do cassino.
  • A mudança de cenário evidencia que a intolerância e os conflitos sociais existem em qualquer lugar, segundo a diretora.
  • A série acompanha seis anos dos personagens, mostrando transformações e trajetórias que se repetem, como entre Cibele e Roberto, ambos buscando uma nova chance.
  • Lima cita a referência de Boyhood para falar da passagem de tempo e da atuação de atores em fases diferentes de vida, como Antonio Haddad, que começou com 16 anos e hoje tem 20.
  • Além de Os Outros, ela participou de Histórias (Im)possíveis, destacando a observação das contradições humanas sem julgamentos e com foco no olhar técnico e social.

Luisa Lima comenta a evolução de Os Outros, série do Globoplay que está na terceira temporada. A diretora artística explica que a mudança de cenário, do Rio para o interior, mantém a espinha narrativa enquanto amplia os temas explorados pela produção.

A história acompanha Cibele e Marcinho, que tentam reconstruir a vida após fugir com o dinheiro de um cassino. Nesta fase, o elenco e a equipe mantêm o foco na complexidade da convivência social, com o centro em intolerância, violência, amor e dilemas morais.

Para Luisa, a transição de ambiente revela que conflitos sociais e individuais existem em todos os lugares. A fuga de Cibele para o campo não é apenas uma virada, é consequência de uma lógica que a série persegue desde o começo, com os personagens buscando novas possibilidades mesmo diante de traumas.

Ao longo de seis anos em torno desse universo, a diretora destaca o amadurecimento artístico de todos. Acompanhando os personagens, Luisa sente que também cresce como pessoa, atriz e realizadora, em sintonia com mudanças no país e no mundo.

Um ponto destacado é a evolução de Antonio Haddad, que interpreta Marcinho desde os 16 anos e, hoje, aos 20, representa a transformação do personagem. A referência para o timming é o longa tempo mostrado em Boyhood, de Richard Linklater, pela convivência de atores em fases diferentes de vida.

Luisa ressalta que o trabalho representa uma espécie de estudo social aplicado. Através de observação, a diretora busca entender como indivíduos se transformam diante de traumas, desemprego, amor, medo e escolhas difíceis, sem julgar.

Essa abordagem também nasce de uma experiência coletiva em Histórias (Im)possíveis, projeto com outras diretoras que debate racismo, etarismo e uberização pela visão feminina. O intercâmbio entre artistas de várias regiões enriquece a linguagem.

Entre o coletivo e a direção solo, a trajetória de Luisa mescla responsabilidade com desejo de experimentação. Dirigir projetos e firmar identidade autora traz autonomia, mas envolve pressão, trabalho intenso e momentos de tensão.

Os Hey rótulos de qualidade, como o prêmio APCA conquistado na primeira temporada, ajudam, mas Luisa prefere manter o frescor do trabalho. A ideia é continuar arriscando, sem perder humildade, para preservar a veracidade do universo de Os Outros.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais