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Marco Nanini encara medo de personagem de Beckett no palco

Marco Nanini encara o medo de Hamm em Fim de Partida e reúne elenco conhecido; peça estreia no Sesc Pinheiros e tem agenda até julho

'Fim de Partida' está em cartaz no Sesc Pinheiros
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  • Marco Nanini, 77 anos, estreia Fim de Partida, de Beckett, no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, com direção de Rodrigo Portella; elenco inclui Guilherme Weber e Ary França.
  • A montagem aproxima Nanini de Helena Ignez, com quem atuou em Salomé nos anos sessenta, relembrando parceria antiga.
  • Ary França e Guilherme Weber destacam a relação de respeito e parceria no palco, reforçando a importância do público na encenação.
  • A peça, escrita em 1957, mostra Hamm cadeirante e Clov em dinâmica de dependência; Nanini afirma estar na idade certa para interpretar Hamm, mesmo com o medo do papel.
  • Itens da programação: sessões quarta a sábado, às 20h, e domingos/festivos, às 18h; ingressos a R$ 90; função até 31 de maio, a partir de 30 de abril.

Marco Nanini estreia nesta quinta, 30, o espetáculo Fim de Partida, de Beckett, no Teatro Paulo Autran, Sesc Pinheiros. O ator de 77 anos lidera a produção dirigida por Rodrigo Portella, com encerramento da temporada prevista para julho, passando por várias cidades do país. O objetivo é revisitar parceiros de trabalho que marcaram a carreira.

No elenco estão Guilherme Weber e Ary França, ao lado de Helena Ignez, que já atuaram com Nanini em outros projetos. A encenação remete ao encontro entre Hamm e Clov, dois personagens centrais, enquanto Nell e Nagg completam o quarteto dramático. A montagem busca manter a densidade e o humor seco característicos da obra de Beckett.

A produção teve a iniciativa de Weber, que sugeriu Nanini para protagonizar a peça. O ator conta que encarou o desafio do Hamm com cautela: teme o confronto com o papel, mas afirma estar na idade certa para explorá-lo com seriedade. A montagem também envolve a cenografia de Daniela Thomas e a iluminação de Beto Bruuel.

Nanini relembra a convivência com Helena Ignez desde a década de 1960, ressaltando a importância de trabalhar com artistas com experiência e memória de palco. Ele destaca o entrosamento com Portella, que valoriza a comunicação constante com o elenco, e afirma que manter o elenco unido é essencial para o sucesso da encenação.

O enredo de Fim de Partida, escrito em 1957, coloca Hamm, um homem cativo a uma cadeira de rodas, frente a Clov, seu ajudante, em uma relação pautada por dependência física e emocional. O texto aborda temas de poder, confinamento e um cenário de pós-guerra que continua atual em leituras contemporâneas.

A agenda indica sessões de quarta a sábado às 20h e domingos, às 18h, no Sesc Pinheiros. Os ingressos custam 90 reais, com sessões até 31 de maio. A partir de 30 de abril, a programação segue com novas apresentações em várias cidades, mantendo o foco na leitura de Beckett por uma geração de atores veteranos.

Fim de Partida propõe o amadurecimento do personagem Hamm, e Nanini aponta que, apesar do medo do desafio, está representando uma oportunidade de explorar o repertório com maturidade. A peça reúne um elenco consolidado e uma direção que busca fidelidade ao texto, ao tempo e ao espírito da obra.

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