- O Riso e a Faca é uma coprodução entre Portugal, França, Romênia e Brasil, filmada na Guiné, que ganhou o prêmio de melhor atuação feminina na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes em 2025 e chega ao circuito exibidor brasileiro pela Vitrine Filmes.
- A produtora Tatiana Leite explica, em entrevista à VEJA, como funciona a coprodução e o papel de profissionais brasileiros no filme, com colaboração de Pedro Pinho e outros colaboradores.
- A produção brasileira aparece como símbolo na coprodução, com participação de equipe brasileira acima do usual para esse tipo de projeto, fortalecendo a troca entre países.
- Em Cannes 2025, o único representante brasileiro nas competições principais foi Elephants na Névoa; a comentarista ressalta as cotas e as dificuldades de espaços para filmes de fora da Europa, apesar do reconhecimento do cinema brasileiro.
- No aspecto prático, o processo envolve convite de Portugal, edital do Fundo Setorial do Audiovisual e acordos Brasil-Portugal; ao cumprir regras, o filme recebe certificado de produto brasileiro, reforçando a atratividade do Brasil para coproduções internacionais.
O filme O Riso e a Faca, premiado em Cannes, é uma coprodução entre Portugal, França, Romênia e Brasil, rodado na Guiné. A narrativa acompanha um engenheiro ambiental português que encara dilemas ao analisar a construção de uma rodovia, enquanto se envolve com dois moradores locais, gerando um drama de longa duração. Na edição de Cannes 2025, o longa levou o prêmio de melhor atuação feminina na mostra Un Certain Regard.
A produção envolve colaboração entre várias nacionalidades. No Brasil, a Vitrine Filmes vai distribuir o filme no circuito nacional a partir desta quinta-feira, 30. A realizadora Tatiana Leite, da Bubbles Project, descreve o papel da equipe brasileira ao lado de Pedro Pinho, diretor português, e de talentos de diversas áreas que contribuíram para a coprodução.
A abrangência da coprodução ficou clara ao ser apresentada em entrevista à Veja, com a participação de profissionais brasileiros ao longo do projeto. O processo incluiu etapas como envio de convites, editais públicos de apoio, além de aportes de distribuidoras, seguindo regras Brasil-Portugal e exigindo participação de equipes brasileiras e elenco local.
Como funciona a coprodução
Foi explicada a sequência de envolvimento entre países: primeiro houve o convite de Portugal, seguido pela captação de apoio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e aportes adicionais da distribuidora, refletindo a prática de coprodução com participação brasileira elevada. Cada acordo segue termos específicos, mas o Brasil pode obter nacionalidade de produção quando cumpre requisitos de equipe e elenco.
Perspectivas para o Brasil
Especialistas destacam a importância de previsibilidade em editais para estimular novas coproduções. A implementação de um calendário regulado facilitaria participação de países da América do Sul e de outras regiões, além de apoiar iniciativas como o World Cinema Fund e o ACM. A ideia é ampliar a atratividade do Brasil para projetos internacionais com interesse conjunto em histórias distintas.
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