- Carol Duarte, atriz paulista conhecida por Ivan em A Força do Querer, está em momento de destaque no cinema e na TV, com La Chimera no Cannes e Eva, seu primeiro filme protagonizado na Itália, em 2026.
- Ela voltou ao audiovisual brasileiro na terceira temporada de Os Outros, no Globoplay, vivendo Patrícia, uma caseira que cuida de um pai acamado e sonha em mudar de vida.
- A atriz ressalta a versatilidade de atuar tanto em TV quanto em cinema, destacando diferenças entre as linguagens e entre teatro, cinema e novela.
- Sobre Eva, explica que o projeto surgiu após La Chimera e que a experiência italiana abriu portas e ampliou o leque de possibilidades profissionais.
- Os planos futuros são manter atividades no Brasil e no exterior, buscando projetos que a inspirem, e destaca avanços e desafios da representatividade trans na televisão brasileira.
Carol Duarte comenta à VEJA a retomada da atuação no Brasil após período no exterior, destacando a fase frutífera com cinema e TV. A atriz paulista ficou conhecida por Ivan em A Força do Querer (2017) e hoje soma projetos no Brasil e na Itália.
Em 2023, ela integrou o elenco de La Chimera, filme italiano premiado no Cannes. Em 2026, protagoniza Eva, novo longa na Itália, em que interpreta uma mulher que busca pais desaparecidos. Apesar disso, a prioridade seguiu sendo o cinema e a TV mundial.
A atriz afirma que a passagem pelo exterior abriu portas, mas que o retorno ao audiovisual brasileiro foi natural. Ela participou da terceira temporada de Os Outros, finalizada no Globoplay, vivendo Patrícia, uma caseira com sonhos além do orçamento familiar.
Carreira entre Brasil e Itália
Ao relembrar Os Outros, Duarte destaca a atratividade da personagem Patrícia, que cuida de um pai acamado e sonha com vida diferente. Ela aponta o equilíbrio entre TV e cinema como positivo para a formação como atriz.
Ela analisa a recepção do público ao ambiente de suspense e desconforto na série, afirmando que esse estilo favorece reflexões coletivas. Segundo a atriz, o gênero pode dialogar com questões sociais importantes.
Sobre a transição entre estilos, Duarte valoriza o teatro, o cinema e a televisão. Ela diz que cada formato oferece ritmos distintos, com o cinema trazendo planejamento em duas horas de projeção, e a novela exigindo uma rotina de gravações intensa.
Avanços na representatividade
A entrevista aborda a relação entre o sucesso de La Chimera e o interesse de diretores estrangeiros pelo cinema brasileiro. Duarte reconhece maior visibilidade após premiações internacionais e aposta que o cenário pode evoluir com políticas públicas.
Quase ao fim, a atriz revela planos de continuar alternando entre projetos no Brasil e na Itália, mantendo a flexibilidade para oportunidades em outros países. Ela afirma manter o foco em trabalhos que a inspirem.
Ao comentar o cenário atual, Duarte elogia o avanço de representatividade trans na televisão, mencionando Três Graças. Ela pondera que houve retrocessos, mas mantém a esperança de ganhos irreversíveis para uma sociedade mais plural.
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