- A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou novas diretrizes para o Oscar, a partir da próxima edição.
- A estatueta de melhor filme internacional passará a ir ao diretor, em nome do país ou região, não mais ao país em si.
- A regra anterior, de apenas um filme por país, foi alterada; agora um país pode ter várias indicações na categoria de melhor filme internacional.
- Um filme pode entrar na disputa ao vencer o prêmio principal em festivais internacionais como Berlim, Busan, Cannes, Sundance, Toronto ou Veneza.
- As mudanças entram em vigor já a partir da próxima temporada de premiação.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou novas diretrizes para o Oscar nesta sexta-feira, 1º de maio. As mudanças passam a valer já para a próxima edição da premiação. O objetivo é alterar a forma de reconhecer filmes de fora dos Estados Unidos.
Entre as mudanças, a estatueta de Melhor Filme Internacional passará a ser entregue ao diretor, em nome do país ou região, e não mais ao país em si. A mudança altera a forma de atribuição do prêmio para obras de diferentes países.
Outra alteração modifica a regra anterior, que limitava a disputa a apenas um filme por país na categoria Internacional. Agora, um filme pode concorrer mesmo que tenha vencido prêmios em festivais de alto nível. Festivais como Berlim, Cannes, Veneza, Toronto, Sundance e Busan passam a influenciar a elegibilidade.
Essa flexibilização permite que um país receba múltiplas indicações na categoria de Melhor Filme Internacional, caso diferentes obras atinjam o status de destaque em festivais de prestígio. A Academia pretende ampliar o conjunto de candidatas a partir da próxima temporada.
As novas regras entram em vigor na próxima corrida da premiação, com a intenção de ampliar a participação de filmes de diferentes regiões. A mudança afeta diretamente países que possuem tradição recente em produções de alcance global, inclusive o Brasil.
Mudanças relevantes
A alteração sobre o reconhecimento do diretor em nome do país muda a leitura de títulos que emergem de produções bilaterais. A Academia justifica a medida como forma de valorizar a liderança criativa por país. A expectativa é de maior clareza no reconhecimento artístico.
Segundo a organização, a liberação para elegibilidade baseada em grandes festivais cria novas possibilidades de competição. A premiação passa a considerar, de modo mais direto, o resultado em eventos de alto prestígio internacional. A decisão envolve comitês de seleção locais aprovados pela Academia.
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