- The Artist é uma série de comédia histórica criada por Aram Rappaport, exibida pela MGM+.
- A produção se passa em Rhode Island, em 1906, na casa de Norman Henry, um “barão ladrão” que acaba de morrer, e acompanha os últimos dias dele.
- Marian, esposa de Norman, e a casa cheia de funcionários vivem em tendas no gramado, com uma dinâmica carregada de tensões, insultos e conflitos.
- Figuras históricas aparecem na trama, como Thomas Edison, pintor francês suspeito de retratar os poodles de Norman e Evelyn Nesbit, em meio a intrigas, ego e governo de poder na época.
- O tom é sombrio e irônico, lembrando Amadeus e The Great, com atuações elogiadas, especialmente de Mandy Patinkin e Janet McTeer, em uma história que aborda desigualdade na cena artística do início do século XX.
The Artist, uma comédia de época criada pelo roteirista e diretor Aram Rappaport, estreou nos EUA na plataforma The Network. A série chega à MGM+ no Brasil, trazendo uma visão arrojada sobre poder, arte e dinheiro no início do século XX. O foco está no que acontece, sem depender de logística industrial.
Em 1906, Rhode Island abriga a casa de Norman Henry, um magnata conhecido por atuar como intermediário em negócios pouco tradicionais. Ao morrer, Norman deixa dúvidas sobre a sua morte, que serão esclarecidas ao longo da narrativa, em meio a um ambiente de excessos e tensões.
Marian, esposa de Norman, é interpretada por Janet McTeer. O casal vive cercado por uma staff que dorme em tendas no gramado, acionado por um sistema de sinos. Entre eles há um treinador de boxe e uma bailarina, que compõem o cenário de frustração e ostentação.
Elenco e performances
Na visita de figuras históricas ao enredo, aparecem Thomas Edison (Hank Azaria) buscando investimento, e um pintor francês de visão quase cega, vivido por Danny Huston. Evelyn Nesbit, interpretada por Ever Anderson, surge ligada a um crime que envolve um arquiteto.
Cada figura traz ego, talento artístico e impulsos que desafiam Norman e Marian. A relação do casal se desgarra, com confrontos intensos, palavrões afiados e confrontos físicos que marcam a sequência. O tom mistura aparência aristocrática e crítica mordaz.
A direção de Rappaport se mantém ousada, produzindo cenas com performances memoráveis. Patinkin se destaca pela entrega de falas contundentes, enquanto McTeer imprime uma complexidade de raiva contida. Patti LuPone chega perto do fim com tiradas afiadas.
Contexto e temas
A obra explora o ambiente artístico da época, sugerindo que quem não pertence a uma elite econômica enfrentará grandes dificuldades. O subtítulo An Allegory of a Prostitute reforça a ideia de luta de classes e de poder no meio cultural. O conjunto sugere uma visão singular sobre o início do século 20.
The Artist permanece como uma obra de arte singular, com falas marcantes e humor ácido. A produção coloca em evidência as falas afiadas, a direção sem concessões e o elenco extremamente capaz, em uma narrativa que não evita confrontos.
- The Artist está disponível na MGM+
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