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O Diabo Veste Prada retorna e piadas sobre peso perdem força

Sequência de O diabo veste Prada promete diversidade, mas críticas apontam que inclusão corporal é apenas fachada, com piadas sobre peso ainda predominantes

Meryl Streep as Miranda and Anne Hathaway as Andy in The Devil Wears Prada 2.
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  • A sequência The Devil Wears Prada 2 era apresentada como aposta em diversidade corporal, com Meryl Streep e Anne Hathaway defendendo modelos plus-size durante a divulgação.
  • Hathaway descreveu que, em Milão, ficou surpresa com modelos “alarmantemente magras” e pediu aos produtores para evitar silhuetas esqueléticas no filme.
  • Nos 15 minutos iniciais da sequência, surge a primeira piada sobre peso, indicando que a promessa de inclusão não passou de maquiagem; há uma participação de Caleb Hearon e aparições rápidas de Ashley Graham em montagem de passarela.
  • O filme traz várias piadas sobre peso e apenas uma referência ao Ozempic, o que aponta para uma representatividade pouco substancial.
  • O contexto da moda mostra avanços históricos na inclusão, mas dados de 2026 indicam maior presença de modelos de tamanho reto nas passarelas, com o peso ainda sendo tema dominante e ações de inclusividade sendo lentas.

Após a divulgação da aguardada sequência de The Devil Wears Prada, surgiram críticas sobre a real defesa da diversidade corporal no filme. A produção prometeu priorizar a inclusão, mas análises iniciais apontam que o filme mantém piadas sobre peso em meio a poucos elementos de representatividade.

Durante a divulgação mundial, as protagonistas Meryl Streep e Anne Hathaway comentaram, em entrevistas, que ficaram surpresas com a aparência das modelos presentes na Semana de Moda de Milão, o que levou Hathaway a buscar mudanças junto aos produtores. Streep afirmou ter enfatizado a necessidade de evitar modelos visivelmente esqueléticos.

Spoiler alert: a comédia manteve o humor sobre peso nos momentos iniciais. A presença de um segundo assistente de Miranda Priestly, interpretado por Caleb Hearon, é destacada como tentativa de diversidade, ao lado de breves aparições de modelos plus size, incluindo Ashley Graham em uma montagem de passarela. No entanto, críticos apontam que isso não traduz uma mudança substancial.

A discussão sobre representatividade vem acompanhada de dados da indústria. Relatórios recentes indicam uma persistente hegemonia de modelos de medidas padrão em desfiles de alta-costura e de varejo, com pouca presença de tamanhos acima do UK 8. Observadores ressaltam que mudanças reais demandam ações contínuas em elenco, campanhas e políticas de lançamento de produtos.

Contexto da imagem corporal na moda

Especialistas destacam que o movimento body positive ganhou terreno na última década, com marcos como o avanço de modelos plus size nas capas de revistas e passarelas. Contudo, estudos apontam queda recente na presença de modelos acima de padrões tradicionais, inclusive em pesquisas de semanas de moda internacionais.

Desempenho da sequência e recepção crítica

Críticos apontam que o filme reproduz velhos estereótipos sobre beleza e peso, sem sustentar uma crítica sólida à indústria. A produção é vista como reflexo de uma cultura que ainda utiliza humor ligado ao tamanho para provocar risos, sem consolidar uma pauta de inclusão.

A discussão sobre o uso de medicamentos para perda de peso, especialmente entre astros de Hollywood, também é mencionada como fator que influencia a percepção pública sobre corpos ideais. Especialistas enfatizam a necessidade de tratar o tema com responsabilidade, evitando simplificações.

Conclusões operacionais

Proprietários de marcas e estúdios enfrentam a tarefa de equilibrar humor, narrativa e responsabilidade social. A expectativa é de que a continuidade da obra traga avanços consistentes na representatividade, com elenco e cenas que reflitam uma diversidade real de corpos. Por ora, o filme permanece sob avaliação crítica com foco em evolução de políticas de inclusão.

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