- Em Paris, duas exposições remetem ao século XVIII: “Um dia no século 18 — Crônica de um palacete” no Museu das Artes Decorativas, em cartaz até 5 de julho, com mais de 550 objetos que mostram a rotina de uma mansão aristocrática na década de 1780.
- A mostra recria ambientes de um hôtel particulier, destacando mobiliário, porcelanas, pratarias, papeis de parede e joias, para explicar o luxo da época e a relação entre moradia, poder e moda.
- Em paralelo, “A moda no século 18 — Um legado reinventado” no Palais Galliera investiga a transformação das silhuetas femininas, dos tecidos e das fachadas de vestuário até o fim do século, influenciando designers modernos.
- A exposição ressalta o papel das mercadoras de moda e das costureiras parisienses na evolução da moda, com destaque para corpetes, barbatanas, e mudanças de estilo de 1770 a 1780. Maria Antonieta é apresentada como símbolo de moda, obediente às práticas das costureiras da cidade.
- Além de Paris, a influência do século XVIII deve ganhar novas exposições: uma no castelo de Fontainebleau, a partir de junho, e outra no Palácio de Versalhes, em setembro, para comemorar a obra de Sofia Coppola e o legado da rainha.
Atrações em Paris retomam o fascínio pelo século 18, quando o luxo da corte e o refinamento das roupas moldavam o estilo de vida. Duas exposições destacam a relação entre mobiliário, objetos de uso diário e moda feminina, influências que chegam ao presente.
Um dia no século 18 — Crônica de um palacete, no Museu das Artes Decorativas, mergulha na rotina de uma mansão parisiense nos anos 1780, antes da Revolução. O visitante percorre ambientes ricamente decorados, com mobiliário, porcelanas, pratas e objetos de uso cotidiano.
A mostra reúne mais de 550 itens, em sua maioria do acervo do MAD, muitos raros. Cada espaço do palacete revela a vida da elite, com 15 funcionários em média, exemplificando o que era considerado luxo e conforto naquela época.
Mudanças na silhueta feminina
A exposição sobre moda, A moda no século 18 — Um legado reinventado, no Pallais Galliera, analisa a transformação de costumes e vestimenta entre 1700 e 1780. Tecidos, rendas e perucas indicavam posição social e exigiam tempo de preparo.
Os corsets com barbatanas e o vestuário de época mostraram como a moda ditou rotinas de vestir, com ajuda de criadas. As mercadoras de moda firmaram-se como profissionais e influenciaram a produção de roupas.
A mostra acompanha a evolução da silhueta, da cintura marcada a modelos mais retos, e destaca o papel das costureiras parisienses na definição de tendências. Entre as peças, há itens raros da própria rainha Maria Antonieta.
Essa estética do século 18 continua a inspirar designers contemporâneos, como Dior e Chanel, com referências de acabamento, textura e linha. A exposição permanece em cartaz até julho, reforçando o vínculo entre passado e presente.
Perspectivas para o futuro da exposição
Maria Antonieta permanece em pauta na cultura parisiense, com nova mostra no castelo de Fontainebleau em junho e outra no Palácio de Versalhes em setembro. As exposições visam celebrar a influência histórica do período 1700-1780 e seu alcance atual.
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