- Documentário Power to the People: John & Yoko Live in NYC revisita o show beneficente One to One, de 1972, no Madison Square Garden, criado para arrecadar 1,5 milhão de dólares para crianças de Willowbrook.
- O concerto marca o único show de John Lennon entre a saída dos Beatles e sua morte, em 1980, reforçando a influência de Lennon e Yoko Ono na contracultura da época.
- Além dele, o filme One to One: John & Yoko (2024) e o ainda não lançado John Lennon: The Last Interview trazem bastidores, contexto político e a relação entre o casal em Nova York.
- O período é mostrado como: separação dos Beatles em 1970, mudança para Nova York, encontros com figuras como Allen Ginsberg, debates sobre maconha, pacifismo e direitos civis; 1972 incluiu planos de turnê com Bob Dylan.
- Após o falecimento de Lennon, o espólio ficou com Yoko Ono; o filho Sean hoje lidera parte da gestão do legado e envolve-se em produções, mantendo a ligação familiar.
John Lennon volta ao centro de uma investigação cinematográfica sobre seus últimos anos de vida. O novo filme Power to the People: John & Yoko Live in NYC recupera a gravação de um show beneficente de 1972, realizado no Madison Square Garden, em Nova York, que angariou 1,5 milhão de dólares para crianças atendidas pela Escola Estadual de Willowbrook. A apresentação marcou o único show de Lennon entre a saída dos Beatles e sua morte.
A produção restaura e remixou a apresentação de 30 de agosto de 1972, conectando o evento à atuação do casal Lennon-Ono na contracultura. O filme compila imagens de época, reforçando a participação de John Lennon na cena musical e seu papel na defesa de causas civis.
Power to the People chega aos cinemas em meio a uma série de lançamentos dedicados ao período. O título faz parte de uma trilha de obras que revê os bastidores da vida do músico em Nova York, entre amizades, ativismo e a relação com Yoko Ono.
Contexto histórico
Além do longa, está em cartaz o documentário One to One: John & Yoko (2024), na HBO Max, que также aborda o mesmo período e detalha os bastidores do show. A obra contextualiza debates com figuras da contracultura, incluindo discussões sobre direitos civis, pacifismo e políticas governamentais.
O cinema também prepara a participação de Steven Soderbergh no Festival de Cannes com John Lennon: The Last Interview. O filme reunirá três horas de entrevista entre Lennon, Ono e repórteres, poucos momentos antes do assassinato. Parte do material incluirá imagens geradas por inteligência artificial.
Trajetória e legado
A linha do tempo começa em 1970, com a separação dos Beatles e a mudança de vida para Nova York. Lennon e Ono passaram a conviver com artistas e ativistas, discutindo legalização de drogas, feminismo, direitos LGBT e antirracismo. O plano de uma turnê internacional foi abortado em 1972 por questões de segurança.
Em 1975, a chegada do filho Sean marcou nova fase, com o músico afastando-se da mídia para dedicar-se à família. O último álbum de estúdio, Double Fantasy, saiu em 1980, ano em que Lennon faleceu. A herança ficou com Ono, enquanto Julian, filho de Cynthia, buscou reconhecimento legal posteriormente.
Sean Lennon atua hoje na condução de oito empresas ligadas aos Beatles e produzções relacionadas, além de estar envolvido na direção de alguns dos filmes citados. Apesar de desavenças públicas, os irmãos mantêm uma relação cordial em torno do legado do pai.
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